PF faz operação para combater lavagem de dinheiro

PF faz operação para combater lavagem de dinheiro

Outras sete pessoas também foram presas.

Na operação deflagrada nesta manhã, foi identificada uma complexa e organizada estrutura destinada à lavagem de recursos provenientes do tráfico.

O doleiro 'Ceará' firmou acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato com o Ministério Público Federal e homologado pelo Supremo Tribunal Federal. Em seus depoimentos, o delator cita os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Fernando Collor (PTC-AL), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL). Em seu acordo de colaboração, ele disse que mantinha contato com Youssef por vender vinhos, relógios e joias.

A denominação desta operação faz referência ao fato de existir uma espécie de efeito cascata dentro do tráfico internacional de entorpecentes, pois se trata de um crime que mobiliza diversas frentes para movimentar recursos financeiros em espécies no país a partir da intervenção de operadores financeiros, mais conhecidos como 'doleiros'. O empresário já havia sido alvo da PF na investigação da Operação Farol da Colina, no Caso Banestado. Um dos empresários presos foi Ivo Queiroz Costa Filho, de 51 anos, e um mandado de busca e apreensão foi cumprido em sua empresa, que atua no ramo de blindagem de veículos, localizada no bairro da Imbiribeira, na zona sul da capital pernambucana.

Para executar as 26 ordens judiciais, sendo 18 mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e três mandados esta operação a PF contou com um efetivo de 90 profissionais.

A pasta informou, ainda, que há relação entre os doleiros usados pelo tráfico com pessoas investigadas na Operação Lava Jato.

More news: Erro de gravação no primeiro capítulo movimenta a internet

"Sabemos que os políticos estavam usando dinheiro do tráfico para pagar propina". "Eles são prestadores de serviço, especializados em remessa de dinheiro para o exterior".

Planilhas eletrônicas encontradas pela PF ao longo da investigação sobre Cabeça Branca indicam que, apenas entre 2014 e 2017, ele negociou 27 toneladas de cocaína e que ele teria recebido pelo menos US$ 138,2 milhões, o equivalente, em valores atualizados, a quase R$ 500 milhões.

De acordo com a Polícia Federal, ao longo das investigações ficou clara a convergência dos interesses das atividades ilícitas com a dos 'clientes dos doleiros' investigados. Todas essas operações são realizadas sem a devida comunicação às autoridades bancárias e fiscais dos países envolvidos.

Já Hamilton Brandão, que responde a um processo em Mato Grosso, foi preso preventivamente no condomínio Setvillage, na Vila Nasser, em Campo Grande. Ele ainda responde a outros processos na Justiça Federal.

A PF diz acreditar que Cabeça Branca tenha comprado fazendas em Mato Grosso para servir de entreposto para a cocaína trazida da Bolívia e do Paraguai para o Brasil. De lá, a droga era transportada em caminhões para a região Sudeste, de onde ela era enviada, principalmente, à Europa e América do Norte. A ação desarticulou esquema de lavagem do dinheiro oriundo da organização criminosa comandada pelo narcotraficante Luiz Carlos da Rocha, o "Cabeça Branca".

Related Articles