Triplex atribuído a Lula é vendido por R$ 2,2 milhões

Triplex atribuído a Lula é vendido por R$ 2,2 milhões

O vendedor terá 72 horas para efetuar o pagamento. Ele também deverá pagar 5%, ou R$ 110 mil, de comissão para o leiloeiro.

A segunda data para tentar vender o apartamento está marcada para 22 de maio.

O leilão do tríplex foi determinado pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato em primeira instância, em janeiro. O pregão teve mais de 53 mil visitantes enquanto permaneceu aberto. Segundo o organizador, antes do lance final, houve uma proposta de R$ 2,2 milhões, mas que logo foi cancelada pelo usuário que enviou email dizendo que ofertou equivocadamente.

Possui ainda uma sala com varanda, cozinha e área de serviço, lavabo, 4 quartos, 2 suítes, piscina e churrasqueira.

A descrição do leiloeiro aponta ainda que o imóvel "possui piso frio em todos os cômodos e armários planejados nos quartos, cozinha, área de serviço, área externa e banheiros" e tem um elevador "que integra os três andares".

O comprador foi Fernando Costa Gontijo, que criou a Guarujá Participações apenas para comprar o imóvel. "A pessoa mais indiferente em relação à política sou eu", afirmou o empresário após deixar uma reunião na secretaria de Habitação do DF.

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O apartamento fica no edifício Solaris, no Guarujá -litoral de São Paulo. Em sua carreira de executivo, consta uma passagem pela companhia Via Engenharia - investigada no chamado mensalão do Distrito Federal (escândalo que veio à tona em 2009 e envolveu o ex-governador José Roberto Arruda). "Vou aguardar a homologação da compra, a carta de arrematação e então vou definir a estratégia de projeto para o imóvel", diz.

Segundo o empresário, não valia a pena esperar por um segundo leilão, com preço menor, porque poderia atrair mais interessados.

Enquanto a documentação do apartamento não está totalmente resolvida, o triplex mantém-se em nome da OAS, uma construtora acusada de o ter oferecido a Lula em troca de favores na concessão de contratos públicos com a empresa estatal Petrobras.

Lula, preso em Curitiba desde 7 de abril passado, foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro neste caso.

O petista defende sua inocência e se diz vítima de perseguição da força-tarefa e da Justiça.

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