Israel lança raide aéreo contra "alvos terroristas" em Gaza

Israel lança raide aéreo contra

Milhares de palestinos se juntaram às procissões funerárias, apesar de muitos dos mortos terem sido enterrados na segunda-feira (14), obedecendo às tradições muçulmanas de enterros rápidos.

Na terça-feira, os palestinianos assinalam o 'Nakba' (desastre, em árabe), que designa o êxodo palestiniano em 1948, quando pelo menos 711.000 árabes palestinianos, segundo dados da ONU, fugiram ou foram expulsos das suas casas, antes e após a fundação do Estado israelita. As regiões de Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental amanheceram hoje com lojas, escolas, universidades e creches fechadas.

A perseguição do grupo terrorista (e de outros palestinos) pelo exército israelense já ocorreu durante os anos de 2000 e 2005, num período chamado de Segunda Intifada.

Num comunicado divulgado hoje, a organização não governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) denunciou a violência registada segunda-feira na Faixa de Gaza, considerando-a "inaceitável e desumana".

O Hamas, que travou três guerras contra Israel desde 2008, apoiava a mobilização, assegurando que era uma iniciativa civil e pacífica.

Israel diz temer o cenário de pesadelo de palestinos forçando a cerca e se infiltrando em seu território, onde poderiam ameaçar populações civis. A liderança palestina denuncia um "massacre".

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Os militares israelenses mantêm uma presença significativa na fronteira com a Faixa de Gaza em meio aos protestos em massa dos palestinos.

O movimento atraiu dezenas de milhares de palestinos, homens, mulheres e crianças, ao longo da fronteira.

O tenente-coronel Jonathan Conricus, porta-voz do exército israelita, comentou as declarações de Al-Bardawil na rede social Twitter escrevendo: "um alto oficial do Hamas esclarece a verdade sobre quem morreu nos últimos tumultos orquestrados pelo Hamas".

O representante permanente da Palestina perante a ONU, Riad Mansur, questionou a atitude do Conselho que se mantém sem fazer nada, enquanto continua a matança de Israel contra os manifestantes em Gaza. Apenas um soldado israelense foi ferido.

Para o braço diplomático do Governo Federal dos Estados Unidos, a inauguração da embaixada em Jerusalém foi um "pretexto" do Hamas para "encorajar a violência".

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