Fachin prorroga por 60 dias inquérito contra parlamentares

Fachin prorroga por 60 dias inquérito contra parlamentares

O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte, autorizou a prorrogação por mais 60 dias do inquérito contra Eunício Oliveira (MDB-CE), presidente do Senado, e Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados. A decisão é desta terça-feira (16).

Entre os beneficiados, figuram os emedebistas Renan Calheiros, Romero Jucá, Jader Barbalho, Eunício Oliveira, Edison Lobão, Vital do Rêgo, Roberto Requião, Valdir Raupp e "outros".

"Com relação à abertura das investigações, como sabido, uma vez requerida a abertura de investigações pela Procuradoria-Geral da República, incumbe ao relator deferi-la, não lhe competindo qualquer aprofundamento sobre o mérito das suspeitas apontadas, exceto se, a toda evidência, revelarem-se inteiramente infundadas", decidiu Fachin. A investigação foi autorizada com base nas delações de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, e Ricardo Saud, ex-diretor da JBS.

De acordo com a delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o PT teria pedido à JBS o pagamento de R$ 40 milhões em propina ao MDB em troca de apoio político para as eleições presidenciais de 2014.

O delator afirmou ainda, que o objetivo era "manter a unidade no PMDB, já que havia, à época, risco de ruptura, com a perspectiva de integrantes do partido passarem a apoiar formalmente a campanha de Aécio Neves à Presidência da República". Os R$ 40 milhões direcionados ao partido teriam sido pedido do PT.

More news: Gafe absurda em cena de "Segundo Sol" faz a alegria da internet

Renan Calheiros: o senador é suspeito de ter recebido R$ 9,9 milhões por meio de notas fiscais frias emitidas para empresas de comunicação, empresas de pesquisa e doações oficiais.

Ao decidir pela abertura do inquérito, Fachin destacou que, no momento, não é possível dividir a investigação sobre as pessoas sem foro privilegiado porque houve "descrição de condutas materialmente imbricadas".

Braga e os demais senadores foram citados em duas delações premiadas.

Para a PGR, as solicitações de vantagens indevidas, antes de serem efetivamente entregues, dependiam de negociatas entre o sócio da J&F Joesley Batista e o então ministro da Fazenda Guido Mantega.

A Polícia Federal deverá receber o inquérito e terá 60 dias para coletar provas.

Related Articles