Em balanço de dois anos, Temer apresenta dados parciais e ignora denúncias

Em balanço de dois anos, Temer apresenta dados parciais e ignora denúncias

Na publicação "Avançamos - 2 anos de vitórias na vida de cada brasileiro" distribuída nesta terça-feira (15) pela Presidência à imprensa, o governo apresenta "ações e resultados de 2016 a 2018". Participam do evento ministros e políticos da base aliada de Temer.

Ao abrir o evento, chamado de "Maio/2016 - Maio/2018: O Brasil voltou", Temer disse que faria uma lista "talvez extensa" das ações do governo.

Nesta terça-feira, Temer discursou para uma plateia formada por aliados políticos como ministros, ex-ministros, governadores, parlamentares e presidentes de entidades ligadas ao governo.

Segundo o presidente, a gestão também foi responsável por superar "todos os governos anteriores" ao criar a maior quantidade de unidades de conservação por km² e também a "maior reserva marinha do mundo". "Foram sempre pensando em um Brasil melhor", garantiu Temer. Afirmou ter tirado o Brasil da recessão e disse que a economia do país deverá crescer mais de 2%. Havia uma inflação de 10% quando pegamos o governo e agora baixamos para 3%. "Sem dúvida creio que todos nós fomos responsáveis por tirar o Brasil do vermelho e colocarmos o Brasil no rumo certo", enfatizou.

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Temer também teceu comentários sobre a Petrobras, alvo de muitas críticas e escândalos por conta dos recentes casos de corrupção e desvio de verbas público.

Ainda assim, não chegou ao nível dos discursos clássicos de Dilma Rousseff.

Para o presidente, o desemprego vem dando "claros sinais de recuperação", citando dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, que aponta saldo positivo de mais de 200 mil novas vagas criadas desde o início do ano. A empresa acaba de obter quase R$ 7 bilhões de lucro no primeiro trimestre deste ano - relatou. Munidos de cartazes, eles anunciaram no plenário da Casa que vão obstruir as votações e trabalhar contra a aprovação de projetos de interesse do Palácio do Planalto.

Ele não fez referência às duas denúncias que recebeu ao longo dos dois anos e que foram barradas no plenário da Câmara. O presidente da mesma forma não comentou sobre a Operação Lava-Jato, ao contrário de quando assumiu o cargo, quando fez elogios às investigações.

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