Rajoy quer entendimento com Quim Torra desde que cumpra a lei

Rajoy quer entendimento com Quim Torra desde que cumpra a lei

Para ser eleito, Torra precisava de uma maioria simples, isto depois de não ter reunido dois terços dos votos dos parlamentares no último sábado.

Quim Torra será, assim, o próximo presidente do governo regional da Catalunha.

Quatro deputados do partido independentista da extrema-esquerda, 'Candidatrura de Unidade Popular' (CUP), optaram pela abstenção.

Apesar de desistir de sua ambição de voltar a ser presidente da região espanhola, Puigdemont afirmou que "continuará lutando em defesa dos direitos" dos catalães.

"Em primeiro lugar, o nosso presidente é Carles Puigdemont, em segundo lugar seremos leais ao mandato do referendo de autodeterminação do primeiro de outubro: construir um Estado independente em forma de república".

Quim Torra dispõe agora de cinco dias para constituir um novo Governo.

Numa primeira reação após a investidura, o presidente do Governo central mostrou-se disposto a ter uma relação de "entendimento e concórdia" com o novo líder catalão, mas garante que "a lei, a Constituição espanhola e o resto do ordenamento jurídico se irão cumprir".

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Para seduzir a CUP, Torra se comprometeu a recuperar algumas leis suspensas pela justiça espanhola, iniciar a redação de uma Constituição catalã e criar um governo e parlamento paralelos no exílio para estimular a secessão.

O Parlamento da Catalunha elegeu Quim Torra como presidente do governo regional desta região espanhola, que poderá assim recuperar o estatuto de autonomia perdido em outubro de 2017 com a tentativa de independência liderada por Carles Puigdemont.

A oposição criticou a subordinação a Puigdemont e a eleição de Torra como sucessor, criticado por uma série de artigos antigos nos quais apresentava duras ofensas aos espanhóis.

O ex-presidente destituído, que fugiu para o exterior antes de ser processado por rebelião, está em liberdade sob fiança na Alemanha e aguarda para saber se será extraditado.

"Defende a xenofobia, defende uma identidade excludente", disse a líder do partido de centro-direita Cidadãos, Inés Arrimadas.

O anúncio do ex-chefe de governo catalão ocorre um dia depois de o Tribunal Constitucional da Espanha ter aceitado um pedido do governo em Madri que efetivamente impediu que políticos pró-independência na Catalunha votem em Puigdemont enquanto ele permanece ausente.

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