Ataque promovido por Israel deixa pelo menos 23 mortos na Síria

Ataque promovido por Israel deixa pelo menos 23 mortos na Síria

"Nós atacamos dezenas de alvos militares na Síria", disse a um grupo de jornalistas, o porta-voz militar Jonathan Conricus, acrescentando que "estiveram nesta operação várias semanas, quase um mês, onde conseguimos frustrar vários ataques iranianos".

O Irã tem negado repetidamente a presença de suas tropas na Síria e afirmou que não esteve envolvido nos ataques contra Israel, mas admitiu ter enviado seus conselheiros militares para ajudarem o governo sírio no combate aos terroristas.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu a partir de sua própria conta do Facebook oficial disse que o Irã havia perpetrado na noite passada um ataque de mísseis da Síria, mas nenhum míssil caiu em território israelense.

Uma estação de radares e um armazém de munições foram destruídos pelos mísseis israelitas, segundo o mesmo representante, que acrescentou ainda que a defesa antiaérea das forças de Damasco conseguiu intercetar a maioria dos projéteis.

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As posições israelenses nas Colinas de Golã sírias ocupadas por Israel foram alvo de 20 foguetes do tipo Fajr, ou Grad. A região, rica em recursos hídricos, foi anexada em 1981. Teerã ainda não comentou o caso.

Desde o anúncio dos Estados Unidos em deixar o acordo nuclear com o Irã, as tensões entre o país persa e Israel - há décadas já bastante conflituosas - se acirraram.

A advertência foi transmitida através da televisão estatal iraniana na sexta-feira (11). "Washington aplica a pressão económica através de sanções e Israel a pressão militar, através de ataques aéreos". Num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, tutelado por Heiko Maas, a Alemanha condena os episódios na Síria e garante que Israel tem o direito de se proteger. Mikhail Bogdonov, o vice-ministro das Relações Exteriores, mostrou preocupação e pediu "moderação", anunciando que foram estabelecidos contactos com os dois países.

"A preocupação do Presidente francês Emmanuel Macron tem sido a de que a crise iraniana seja vista como inextricavelmente ligada à situação na Síria", comentou Patrick Wintour, editor de diplomacia do jornal britânico The Guardian. O Irã não quer "novas tensões" no Oriente Médio, disse o presidente iraniano, Hassan Rohani, em ligação com a chanceler alemã, Angela Merkel.

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