Jerónimo ataca OPA chinesa e defende renacionalização da EDP

Jerónimo ataca OPA chinesa e defende renacionalização da EDP

Esta legislação, segundo informação consultada em Diário da República, diz respeito ao "regime de salvaguarda de ativos estratégicos para a defesa e segurança nacional e para a segurança do aprovisionamento do país em serviços fundamentais para o interesse nacional" e permite que o Governo coloque entraves à aquisição do controlo de um ativo que considere estratégico para Portugal por entidades de países externos à União Europeia.

A China Three Gorges (CTG) oferece 3,26 euros por cada ação da EDP, de acordo com a proposta divulgada esta sexta-feira à noite pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Os acionistas chineses da EDP estão a preparar uma OPA sobre a empresa portuguesa, da qual já têm 30%.

No anúncio preliminar, o grupo chinês mostra ainda a intenção de manter a sede e a cotação da EDP em Portugal. Caso este negócio se concretize, poderá ter um custo de cerca de oito mil milhões de euros para o consórcio chinês.

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O grupo chinês lançou também uma OPA sobre a EDP Renováveis. "Com a perspetiva de um crescimento sustentado a nível corporativo, pretendemos também criar oportunidades atraentes para todos os funcionários da EDP", disse ainda o 'chairman' da China Three Gorges Corporation.

Lisboa, 11 mai (Lusa) - A OPA da China Three Gorges sobre a EDP representa uma "proposta económica atraente para os acionistas" da empresa e a "perspetiva de um futuro próspero", afirmou hoje o presidente do Conselho de Administração da China Three Gorges Corporation.

O primeiro-ministro defendeu que os "investidores chineses têm sido bons investidores em Portugal", destacando os casos da EDP, REN e outros setores de investimento.

Para o líder do PCP, "uma empresa que é estratégica para os interesses nacionais, da qual depende grande parte da economia portuguesa, tal como o conjunto de equipamentos e funções públicas, não pode estar sujeita à disputa por parte de grupos económicos ou de Estados estrangeiros sobre o seu controlo acionista".

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