Argentina volta a pedir ajuda ao FMI

Argentina volta a pedir ajuda ao FMI

Segundo nota do Ministério de Energia, firmaram o acordo com Macri a estatal YPF, a Shell Argentina e a Pan American Energy. O montante, no entanto, não foi confirmado pelo governo da Argentina e pelo FMI. "Há uma diferença muito grande entre a economia brasileira e a economia argentina", afirma. O país foi um 'pária' dos mercados financeiros globais entre 2001 e 2016 por se recusar pagar aos seus credores.

O pedido do governo é por um acordo financeiro do tipo "stand-by" -o clássico empréstimo usado para socorrer países com problemas em sua balança de pagamentos.

"Durante os dois primeiros anos [de mandato], tivemos um contexto internacional muito favorável, mas o contexto está a mudar".

A situação mudou na sequência da eleição de Mauricio Macri, que sucedeu no cargo a Cristina Fernández Kirchner, que ocupou a Presidência durante oito anos.

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O presidente da Argentina, Mauricio Macri, pediu ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para frear a escalada do dólar, que superou a barreira de 23 pesos, novo recorde.

Embora as ações do banco parecessem ter estabilizado a moeda na segunda-feira, o peso recuou novamente na terça-feira, provocando uma liquidação na Bolsa de Valores de Buenos Aires.

Dada a situação fora do comum, e o uso de ferramentas excepcionais, o banco central argentino reafirmou que continuará usando a taxa de juros como instrumento, dentro de um esquema de câmbio flutuante, para permitir absorver choques, especialmente de origem externa, com intervenções excepcionais quando julgar necessário. Além da desvalorização, a Argentina enfrenta uma inflação de mais de um dígito (24,8% em 2017) e um déficit fiscal cuja meta foi reduzida de 3,2% para 2,7% do PIB na semana passada. O governo estabeleceu uma meta de inflação de 15 por cento, que insiste em não mudar, mas o FMI está prevendo uma taxa de 19 por cento este ano.

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