Marun diz que prorrogação de inquérito dos portos é 'perseguição'

Marun diz que prorrogação de inquérito dos portos é 'perseguição'

A defesa do presidente havia pedido que o inquérito fosse arquivado.

Temer, na presidência desde meados de 2016 e cujo mandato termina a 1 de janeiro de 2019, já negou todas as acusações por escrito nas respostas ao interrogatório da Polícia Federal e na segunda-feira, numa entrevista à rádio CBN, disse que o caso é "kafkiano". A solicitação foi negada por Barroso, que afirmoiu que "quanto aos pedidos de arquivamento do Inquérito, formulados pela Defesa do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, razão assiste ao Ministério Público Federal ao salientar ser necessário aguardar-se a conclusão das diligências em curso para que se possa formar opinião sobre a existência material dos delitos investigados".

A abertura da investigação foi autorizada por Barroso em setembro do ano passado a pedido do então Procurador-Geral, Rodrigo Janot, que já denunciou Temer em duas ocasiões o ano passado por outros assuntos relacionados com corrupção. A suspeita é que a casa dela tenha sido reformada com dinheiro ilícito. "Como eu acredito que isso não tenha acontecido, até porque já li esse decreto, eu entendo que isso é mais um capítulo dessa perseguição disfarçada de inquérito", afirmou em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

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No inquérito, que ainda não teve denúncia apresentada, é investigado o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A, concessionária do Porto de Santos, por meio do decreto assinado por Temer em maio do ano passado.

O inquérito foi instaurado após delação de Joesley Batista e Ricardo Saud e investiga se o presidente Michel Temer editou um decreto para favorecer empresas do setor portuário em troca de propina.

Michel Temer nega todas as suspeitas.

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