Rússia diz que missão da OPAQ precisa de autorização específica da ONU

Rússia diz que missão da OPAQ precisa de autorização específica da ONU

"Na quarta-feira, prevemos a chegada dos especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ)", disse um alto responsável russo, numa conferência de imprensa na embaixada da Rússia em Haia, explicando que as estradas que levam a Douma estão ainda a ser desminadas.

Em comunicado, a delegação explicou que Wilson transmitiu hoje esta situação à OPAQ, nove dias depois do suposto ataque químico que deixou dezenas de civis mortos.

Os inspetores de armas químicas na Síria têm autorização para visitar o local do alegado ataque químico esta quarta-feira. "Seu uso se transformou em uma arma de guerra comum no conflito", disse Wilson.

Um funcionário russo, Igor Kirillov, declarou em entrevista coletiva em Haia que nesse dia a Opaq terá "segurança" para começar a investigação, depois que se tenha terminado de limpar a estrada que liga Damasco a Duma das minas plantadas pelos "terroristas", detalhou. O chefe da diplomacia russa juntou-se a outros responsáveis que criticaram os EUA, o Reino Unido e a França por desencadearem os ataques antes de a equipa da OPAQ conduzir as suas investigações. Os investigadores iniciaram seus trabalhos no domingo. Grande aliado do regime sírio, Moscou prometeu "não interferir" no trabalho da missão, oficialmente convidada por Damasco, que nega qualquer responsabilidade. Contudo, escusou-se a esclarecer quando é que a equipa poderá avançar para o terreno, a fim de investigar o que aconteceu a 7 de abril.

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Na capital da Síria, reduto do regime, milhares de pessoas ocuparam nesta segunda-feira (16) a Praça dos Omeídas, fechada ao trânsito, agitando bandeiras sírias e retratos do presidente Assad para denunciar os ataques ocidentais.

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Foi também Uzumcu quem convocou, na semana passada, a reunião extraordinária do conselho executivo que acabou nesta segunda sem adotar nenhuma decisão. O turco não corre, portanto, o risco que correu o diplomata brasileiro José Maurício Bustani, que em 2002 foi afastado da direção geral da Opaq por insistir em que os inspetores da organização tivessem mais tempo para verificar se o Iraque tinha armas de destruição em massa, razão alegada pelos Estados Unidos para invadir o país árabe no ano seguinte.

"A prioridade é fornecer os recursos à Secretaria Técnica (da OPAQ) para completar o desmantelamento do programa sírio", indicou o embaixador francês, Philippe Lalliot.

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