Rússia alerta contra ações que podem 'desestabilizar' a Síria

Rússia alerta contra ações que podem 'desestabilizar' a Síria

As tensões entre os EUA e a Síria têm vindo a aumentar nas últimas semanas depois de um ataque recorrendo, alegadamente, a armas químicas que os norte-americanos atribuem ao regime de Bashar al-Assad.

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O Exército dos EUA está pronto para fornecer opções militares, caso apropriado, acrescentou. Uma das resoluções foi apresentada pelos EUA e os outros dois textos foram propostos pela Rússia.

Mais de 40 pessoas morreram no sábado num ataque contra a cidade rebelde de Douma, em Ghouta Oriental, que segundo organizações não-governamentais no terreno foi realizado com armas químicas. O posicionamento ainda argumenta que o convite a investigadores especializados em armas químicas comprova a inocência das forças de Bashar al-Assad. "O Estado sírio continuará a luta contra os terroristas".

Segundo a Reuters, já houve reação do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo a estas declarações: "mísseis inteligentes devem ser lançados contra terroristas, não contra Governos legais".

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Segundo a responsável, o Presidente dos Estados Unidos vai contactar ainda na noite de hoje o Presidente da França, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra britânica, Theresa May.

Em Moscou, o chefe do comitê parlamentar de Defesa da Rússia, Vladimir Shamanov, disse que a Rússia está em contato direto com o Estado-Maior Conjunto dos EUA sobre a situação. E da Grã-Bretanha chega a notícia de uma possibilidade de entendimento entre a coligação internacional e a Rússia quanto a eventuais bombardeamentos à Síria. O Kremlin disse que uma linha de comunicações de crise com os EUA, criada para evitar um choque acidental relacionado à Síria, está sendo usada.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou na manhã desta quarta-feira atacar a Síria com mísseis. A Casa Branca acabou por anunciar oficialmente que ainda não tinha sido tomada nenhuma decisão sobre a Síria. "Não estamos surpresos com essa escalada perigosa de um regime como os EUA, que patrocinou e ainda patrocina o terrorismo na Síria", disse uma fonte do Ministério russo das Relações Exteriores. Qualquer ataque norte-americano irá provavelmente envolver a Marinha, dado o risco a aeronaves por conta das defesas aéreas russas e sírias.

Antes, a Rússia já havia advertido para o perigo de qualquer ação no país que possa "desestabilizar a já frágil situação da região".

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