10% da população detém 43,3% dos rendimentos do Brasil

10% da população detém 43,3% dos rendimentos do Brasil

A metade dos trabalhadores com menores rendimentos no Brasil recebeu, em média, no ano passado, R$ 754, um recuo de 2,5% ante o ano anterior, quando o ganho foi de R$ 773.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (11) uma pesquisa que mostra que 10% dos brasileiros mais ricos concentram 43,3% dos rendimentos do país, enquanto 10% da camada mais pobre concentra apenas 0,7%.

Em 2017, o rendimento médio domiciliar per capita foi de foi de R$ 1.271. A menor diferença foi registrada no Sul do País, onde a parcela de 1% com renda mais alta ganhava 25 vezes mais que a metade de renda mais baixa.

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Se todas as pessoas que têm algum tipo de rendimento no Brasil, recebessem o mesmo valor mensal, ele seria de R$ 2.112, mas não é isso que acontece. O tombo foi maior, de 3%, saindo de R$ 9.526 em 2016 para R$ 9.242 no ano passado. A região Nordeste ficou abaixo da média, R$ 808,00, seguida da região Norte, com média de R$ 810,00. A Pnad divulgada ontem pelo IBGE mostrou que a quantidade de pessoas nessa condição passou de 13,34 milhões para alarmantes 14,83 milhões, com a ressalva de que esses dados já estão defasados, pois são do ano passado.

Entre os rendimentos de outras fontes, o mais frequente era a aposentadoria ou pensão, recebido por 14,1% da população com alguma renda, seguido por pensão alimentícia, doação ou mesada de não morador (2,4%); aluguel e arrendamento (1,9%); e outros rendimentos (7,5%), categoria que inclui seguro-desemprego, programas de transferência de renda (como o Bolsa Família) e poupança, entre outros.

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