STF decide no próximo dia 17 se Aécio vira réu por corrupção

STF decide no próximo dia 17 se Aécio vira réu por corrupção

O mais provável é que a Turma, composta por Alexandre de Moraes, Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, Luis Barroso e Rosa Weber acolha a denúncia e torne o mineiro réu sob as acusações de corrupção e organização criminosa. O tucano também afirma que "não existe qualquer ato" seu que "possa ter colocado qualquer empecilho aos avanços da Operação Lava Jato". A nota afirmou ainda que "inexiste crime ou ilegalidade na conduta do senador" (leia a nota completa ao final desta reportagem).

Após contestações da defesa de Aécio, a denúncia foi reiterada no fim do mês passado pela atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para quem a "o senador vilipendiou de forma decisiva o escopo de um mandato eletivo e não poupou esforços para, valendo-se do cargo público, atingir seus objetivos espúrios". A denúncia é baseada na delação premiada dos empresários da JBS.

Marcelo Odebrecht e outros executivos, de acordo com o Ministério Público, relataram a promessa e pagamento de vantagens indevidas em benefício do senador e de seu partido, o PSDB, tendo como objetivo "obter ajuda do parlamentar em interesses da ODEBRECHT, notadamente nos empreendimentos do Rio Madeira, usinas hidroelétricas de Santo Antônio e Jirau".

Afastamento - A denúncia contra Aécio foi apresentada em 2 de junho de 2017.

Segundo a PGR, o senador também tentou embaraçar as investigações ao tentar aprovar nova lei contra abuso de autoridade com o suposto objetivo de punir juízes e procuradores; aprovar anistia a crimes de caixa 2 - doações não declaradas de campanha; e tentar interferir na escolha de delegados para conduzir investigações da Lava Jato.

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Também foram denunciados Andréa Neves, irmã do senador, Frederico Pacheco, primo dele, e Mendherson Souza Lima, assessor do senador Zezé Perrella (MDB-MG), que é aliado de Aécio. Ainda não há data para que isso ocorra. A defesa dos acusados já se manifestou e todas alegam que o dinheiro era apenas para despesas com advogados.

Num dado momento da conversa entre Aécio e Joesley no hotel em São Paulo, o empresário interpelou o senador sobre a necessidade de paralisar as investigações, ao que o tucano respondeu: "Duas coisas: primeiro cortar o para trás de quem doa e de quem recebeu".

O senador nega irregularidade e diz que o dinheiro foi resultado de um empréstimo firmado entre ele e o empresário.

O advogado de Aécio, Alberto Zacharias Toron, apontou, através de uma nota divulgada pelo portal Congresso em Foco, que a denúncia de Dodge "foge dos argumentos centrais da Defesa e se limita a repetir termos genéricos da denúncia, revelando a fragilidade da acusação".

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