Em Barcelona, Dilma denuncia "golpe" com prisão de Lula

Em Barcelona, Dilma denuncia

"O PT vai lutar em todas as instâncias jurídicas para que Lula seja candidato à Presidência da República", garantiu a sucessora do petista.

Dilma disse que trata-se de "impedir" que Lula concorra às eleições presidenciais de outubro, já que está na liderança em "todas as pesquisas"; é "inocente" e foi condenado em um processo "sem nenhum fundamento".

A ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff considera que os "golpistas" que a destituíram em 2016 fracassaram e se destruíram "politicamente" ao aplicar políticas econômicas e sociais que não foram votadas majoritariamente quando ela foi eleita para um segundo mandato (2014). O líder do partido Podemos, Pablo Iglesias, manifestou sua solidariedade à causa do PT, que vem conquistando apoio e angariando simpatias com atos de solidariedade a Lula e protestos contra a prisão do líder brasileiro em diversas cidades do mundo.

Depois da sua passagem por Espanha, a ex-presidente brasileira irá viajar para os Estados Unidos, e no dia 16 de abril vai participar numa conferência na Universidade de Berkley.

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Dilma lembrou que a prisão em segunda instância não é prevista na Constituição e apontou como casuísmo o fato de que o Supremo Tribunal Federal julgou o pedido de habeas corpus de Lula, e que, mesmo diante do empate - 5 votos eram favoráveis a Lula e outros 5 eram contrários - o ex-presidente foi prejudicado.

Dilma defendeu também que a prisão só ocorra depois de esgotados todos os recursos. Pela jurisprudência, em caso de empate, prevalece a tese de in dubio pro reo.

Segundo Dilma, Lula é vítima do uso do lawfare, da Justiça do inimigo, que usa dos instrumentos jurídicos disponíveis para perseguir adversários políticos.

Sobre a Petrobras, Dilma disse que nenhuma empresa de petróleo está isenta de corrupção e que agora estão tentando "claramente privatizá-la".

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