Milicianos presos na Operação Medusa são transferidos para Bangu

Milicianos presos na Operação Medusa são transferidos para Bangu

Quatro militares que também foram presos na operação de sábado - um bombeiro, dois soldados do Exército e um da Aeronáutica - foram transferidos para celas dos respectivos quartéis.

Os sete menores também detidos na operação foram levados para o Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativa).

Três salas de videoconferência do Complexo Penitenciário do Gericinó, na Zona Oeste do Rio, deverão ser utilizadas nesta segunda-feira, para realização de audiências de custódia de 153 presos, de um total de 164, capturados pela Polícia Civil no sábado, durante uma festa realizada pela milícia, em um sítio de Santa Cruz, também na Zona Oeste. Eles alegavam que eles eram inocentes.

Os presos pertenciam ao grupo chamado Liga da Justiça, organização que conta também com policiais e ex-policiais.

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Como resultado da operação, a Polícia Civil prevê que a incidência de letalidade violenta na Baixada Fluminense e zona oeste seja reduzida, já que as prisões foram consideradas um forte baque na quadrilha. Esta foi uma semana muito exitosa para a segurança pública do nosso estado, a intervenção federal começa a apresentar resultados positivos, disse Nunes. "A Polícia Civil não vai recuar", ressaltou o chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa.

A Operação Medusa, maior operação de combate à milícia no Rio de Janeiro, contou com o apoio de policiais civis da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e da 27ª e 35ª Delegacias de Polícia.

A mesma quadrilha atua no bairro conhecido como K-32 e é ligado a milícia chefiada por Wellington da Silva Braga, o Ecko. No confronto, quatro seguranças da organização criminosa morreram. Além das prisões, houve apreensão de 13 fuzis, 15 pistolas, quatro revólveres, um simulacro de fuzil, carregadores, uma granada, munição, dez veículos roubados, algemas e simulacros de fardas.

De acordo com as investigações, o sítio era usado como um quartel-general da milícia, de onde os grupos saíam para agir em outros bairros da Zona Oeste do Rio. A festa reuniu cerca de 400 pessoas, que passaram por uma triagem dos policias antes de serem liberadas. Além de cometer assassinatos e cobrar taxas ilegais de segurança a moradores, os milicianos possuem acordos com traficantes para a venda de drogas e para o roubo de cargas nos territórios sob seu controle. O domínio do território virou atividade lucrativa -com taxa de proteção contra crimes, venda de botijão de gás, sinal clandestino de TV a cabo e transporte alternativo.

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