ONU vai se reunir nesta segunda para discutir ataque a Douma

ONU vai se reunir nesta segunda para discutir ataque a Douma

Johnson explicou que as informações iniciais apontam para um bombardeio que deixou dezenas de mortos e causou entre a população sintomas similares aos produzidos por um armamento químico, o que deve ser "investigado com urgência". A área da atrocidade está bloqueada e cercada pelo exército sírio, o que a torna completamente inacessível ao mundo exterior.

A reação do presidente dos Estados Unidos ao ataque em Douma foi conhecida através da sua conta no Twitter. O líder dos Capacetes Brancos, Raedal-Saleh, citado pela BBC, confirmou que "setenta pessoas sufocaram até à morte e centenas ainda estão a sufocar".

"Muitos mortos, incluindo mulheres e crianças, em um ataque químico absurdo na Síria".

O governo sírio anunciou, neste domingo (8), um acordo para retirar os combatentes de Yaish al-Islam da cidade de Duma, último bastião rebelde na entrada de Damasco - informou a agência oficial Sana.

- Negamos, categoricamente, tal informação e, assim que a cidade de Duma for libertada dos rebeldes, declaramos estar dispostos a enviar imediatamente nossos especialistas - disse o general Yuri Yevtushenko, chefe do Centro de Reconciliação russa na Síria.

Em comunicado, a porta-voz do departamento de Estado norte-americano, Heather Nauert, vinca que a Rússia "violou os compromissos" que tem para com as Nações Unidas e "atraiçoou" a convenção sobre as armas químicas ao "proteger incondicionalmente" Bashar al-Assad.

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Os ataques aéreos foram interrompidos durante um intervalo de quase duas horas, segundo a ONG, coincidindo com o reinício das negociações entre Rússia, que apoia o presidente sírio, Bashar al Assad, e o grupo islamita Exército do Islã, que controla Duma.

A TV estatal mostrou nuvens espessas de fumaça subindo de Douma, onde Jaish al-Islam está resistindo depois que insurgentes em outras partes do leste de Ghouta aceitaram ofertas de passagem segura para áreas controladas por rebeldes no norte do país. Quase um ano depois, em agosto de 2013, confrontado com notícias de um ataque com gás sarin à região rebelde de Ghouta Oriental - a mesma região atingida na sexta-feira passada -, Washington não reagiu.

Militares da Rússia disseram que os combates na cidade de Douma, controlada pelos rebeldes, foram interrompidos e que um comboio de ônibus foi transferido de lugar para retirar rebeldes e suas famílias.

Os rebeldes não comentaram a abertura de negociações.

Lideranças internacionais condenaram o ataque. "Não há guerra boa e guerra má". Nada, nada pode justificar o uso de tais instrumentos de extermínio contra pessoas indefesas.

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