Início de manhã é tranquilo na Superintendência da PF em Curitiba

Início de manhã é tranquilo na Superintendência da PF em Curitiba

Em Curitiba, manifestantes vestidos de verde e amarelo comemoravam, gritando: "Vem Lula, Curitiba te espera com as grades abertas".

Em uma tumultuada entrevista, o presidente do diretório estadual do PT, Doutor Rosinha, afirmou que poucos minutos antes do ocorrido, foi convocado para uma reunião com os comandos da Polícia Federal e Polícia Militar.

Lula veio direto do aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, a 25 quilômetros da capital paranaense, onde chegou às 22h06 vindo de São Paulo. Depois de preso, acabou, define uma autoridade envolvida na operação de prisão do ex-presidente.

A agência Efe noticia que centenas de cidadãos, a favor e contra a prisão de Lula da Silva, estavam no local, mas separados por numa distância de cerca de 30 metros. Os oito manifestantes feridos foram encaminhados a hospitais próximos à superintendência. Um interlocutor descreveu o estado de ânimo do petista como de certa apatia.

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffman (PR), depois de conversar com um delegado, informou que o ex-presidente estava bem. A sala fica no 4ª andar da sede da PF. O espaço reservado é um direito previsto em lei. Apresenta as consequências de os militantes não deixarem Lula sair do edifício, mas deixa a decisão nas mãos dos apoiantes.

No entanto, Lula não terá contato com eles, que estão na custódia.

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Simpatizantes de Lula e policiais frente a frente na sede da PF em Curitiba.

Depois de conduzido para a sede da PF em São Paulo, foi levado de helicóptero para o aeroporto de Congonhas, onde embarcou para o Paraná.

Por determinação de Moro, que já havia proibido Lula de ser algemado, os agentes da PF instalaram o petista em uma sala especial do complexo.

Se a defesa não conseguir emplacar algum habeas corpus, Lula deve ficar preso até a próxima semana.

A presidente do Partido dos Trabalhadores, o partido de Lula da Silva, disse aos jornalistas que vai começar uma "vigília cívica que só terminará quando Lula" sair da prisão. Atacou os desembargadores e o juiz Sérgio Moro. As negociações para que Lula se entregasse à PF foram lideradas pelo ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

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