Confrontos na fronteira entre Gaza e Israel; sete palestinianos mortos

Confrontos na fronteira entre Gaza e Israel; sete palestinianos mortos

Autoridades do departamento de saúde de Gaza afirmaram que 7 palestinos morreram e mais de 1.000 ficaram feridos.

Sete palestinos morreram e mais de 400 ficaram feridos por disparos de soldados israelenses durante os protestos desta sexta-feira (6) perto da fronteira entre Gaza e o Estado hebreu.

Jornalista usava colete à prova de balas com a identificação de imprensa.

O sindicato alega que os jornalistas, e Murtaja em particular, foram claramente identificados como tais enquanto trabalhavam, mesmo assim sofreram ferimentos a bala, e garantiu que vai denunciar os fatos nos tribunais e em fóruns internacionais, além de pedir a proteção da ONU para seus trabalhadores.

Esse foi o segundo grande protesto convocado pelo Hamas na região em uma semana. É previsto durar até 15 de Maio porque nesse dia assinala-se a Naqba (o dia em que 750 mil palestinianos foram deslocados das suas terras, em 1948, durante o conflito que levou à criação do Estado de Israel). Israel descarta ainda o direito de retorno dos palestinos, temendo que o país possa perder a maioria judaica.

Acampamentos de tendas surgiram a algumas centenas de metros da cerca de 40 quilômetros, e centenas de jovens se aproximam ainda mais para atirar pedras em soldados de Israel e lançar pneus em chamas contra a barreira.

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Os militares israelitas estão preparados para conter de novo 50 mil manifestantes, e foi mantida a ordem para disparar.

Os manifestantes também lançaram artefatos explosivos e coquetéis Molotov, acrescentou o Exército, destacando que as forças respondiam "com meios antichoque e balas, conforme as regras".

O dia 30 de março foi o mais violento desde a guerra de 2014 entre Israel e o grupo radical Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

E o embaixador palestino ante a ONU, Riyad Mansur, afirmou que as Nações Unidas não estão fazendo nada e que "estimula Israel" em suas operações contra os palestinos.

Israel advertiu na quinta-feira que as instruções de tiro dadas aos soldados seriam as mesmas que para o dia 30 de março, quando foram disparadas balas reais contra os manifestantes que participavam no primeiro dia de protestos da "Marcha do Retorno".

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