Defesa de Lula vai à ONU para evitar prisão de ex-presidente

Defesa de Lula vai à ONU para evitar prisão de ex-presidente

Moro também proibiu o uso de algemas na entrega de Lula, relatando que os detalhes da prisão do ex-presidente devem ser acertados entre a defesa de Lula e os delegados da PF.

Lula passou a noite desta quinta-feira (5) e a madrugada desta sexta (6) na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, com lideranças do PT após ter a ordem de prisão expedida pelo juiz federal Sérgio Moro.

Em rápida conversa telefônica, Lula disse à reportagem que estava tranquilo, bem disposto, e que já tinha feito seus exercícios matinais como faz todos os dias.

Segundo o documento, assinado pelos advogados Cristiano Zanin Martins, Valeska Teixeira e Geofrey Robertson, a providência cautelar visa garantir que o Governo brasileiro impeça o ingresso de Lula da Silva na prisão.

O despacho que ordena a prisão de Lula da Silva até às 17h desta sexta-feira (21h em Lisboa) apresenta características "atípicas" e revela "uma pressa desnecessária".

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No pedido de habeas corpus, a defesa pede que seja concedida liminar para evitar a execução provisória da pena, resguardando a Lula o direito de aguardar em liberdade até o julgamento do mérito do HC ou até o julgamento dos demais recursos junto ao TRF4, apontando que a prisão desrespeitaria a Constituição Federal.

O magistrado ainda indicou que "os detalhes da apresentação deverão ser combinados com a Defesa diretamente com o Delegado da Polícia Federal Maurício Valeixo, também Superintendente da Polícia Federal no Paraná".

O argumento principal dos advogados de Lula é o de que ainda há recursos que podem ser apresentados ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e que, por isso, a pena ainda não pode ser cumprida.

A decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até às 8h30 da manhã desta sexta-feira (6), era não ir até Curitiba para se entregar à Polícia Federal, conforme havia determinado Sergio Moro.

Hoje, a defesa intentou um novo 'habeas corpus' que foi também chumbado. O juiz Sérgio Moro, reponsável pelo processo Operação Lava Jato em primeira instância, determinou a prisão, depois da condenação por corrupção e branqueamento de capitais. Esse prazo termina na próxima terça (10), mesma data na qual a defesa também poderia apresentar outro recurso contra a condenação ao próprio STJ, instância superior.

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