Munição usada para matar vereadora é de lotes vendidos para a PF

Munição usada para matar vereadora é de lotes vendidos para a PF

A perícia também identificou que o lote de munição UZZ-18 é original, ou seja, nunca foi recarregada.

Marielle foi assassinada na noite de quarta-feira, 14, após reunião com grupo de mulheres negras na Lapa, na região central do Rio. Os quatro tiros na cabeça da vereadora reforçam a tese de assassinato premeditado.

As balas que mataram Marielle Franco e Anderson Pedro Gomes faziam parte do lote UZZ-18, vendido à PF de Brasília em 2006.

Em nota, a PF informou que, além da investigação conduzida pela Polícia Civil pelo crime de homicídio, foi instaurado inquérito no âmbito da PF para apurar a origem das munições e as circunstâncias envolvendo as cápsulas encontradas no local do crime.

A munição disparada contra a vereadora Marielle Franco (Psol) e o motorista Anderson Gomes Mathias é de lotes vendidos para a Polícia Federal do Distrito Federal em dezembro de 2006 pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC).

Embora os vidros do carro em que estava a vereadora fossem cobertos por película escura, é muito provável que os criminosos soubessem a exata posição dela dentro do veículo. A direção dos disparos indica premeditação.

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As investigações apontam que os autores do crime seriam policiais dada a sofisticação do crime e a precisão dos tiros.

De acordo com os investigadores, imagens de câmera de segurança, que não foram divulgadas, mostraram que o carro passou cerca de duas horas na porta do local onde Marielle participava de um evento sobre feminismo e racismo. Esse automóvel teria saído quando o veículo de Marielle deixou o local.

A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios é a de execução, isso porquê os criminosos fugiram sem levar nada.

À reportagem nesta sexta-feira, o promotor Marcelo Oliveira, que representou a acusação nos julgamentos em Osasco, lembrou que o Estado vizinho chegou a ser citado em um dos depoimentos.

Marielle acompanhava a intervenção federal na segurança pública do Rio na condição de vereadora, como forma de coibir abusos das Forças Armadas e da polícia a moradores de comunidades. Há oito dias, recebeu denúncias envolvendo PMs que patrulham a Favela de Acari, na zona norte do Rio.

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