'Circunstâncias' exigiram intervenção, diz Temer em pronuciamento

'Circunstâncias' exigiram intervenção, diz Temer em pronuciamento

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), comunicou na manhã desta sexta-feira à cúpula da área de segurança do Estado que o novo "comandante" da área no Estado será o general Walter Souza Braga Netto, que já atuou no esquema montado para os Jogos Olímpicos de 2016.

Após a assinatura do decreto, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, explicou como funcionaria a parte burocrática da proposta de Temer de suspender a intervenção para votar a reforma da Previdência.

Brasília - O decreto assinado na sexta-feira, 16, pelo presidente Michel Temer que institui intervenção federal no estado do Rio de Janeiro tem como "objetivo pôr".

O governo federal contará com um novo ministério, o de Segurança Pública. "A decisão atesta a incapacidade dos governantes que se sucederam no poder de garantir, minimamente, a segurança dos cidadãos", disse o senador. O presidente e sua equipe vêm debatendo há alguns dias a medida, mas ela só foi chancelada na tarde de quinta (15), quando os ministros Jungamnn e Moreira Franco (Secretaria-Geral) foram ao Rio convencer o governador Luiz Fernando Pezão (MDB) da necessidade de executar o plano. Temer reiterou que seu governo "tirou o país da pior recessão da história" e, citando a Constituição Federal, garantiu: "traremos segurança para o povo".

"O governo federal dará respostas duras e firmes e adotará todas as providências necessárias para enfrentar e derrotar o crime organizado e as quadrilhas", disse.

O decreto da intervenção, porém, é considerado uma aposta arriscada. "Isso inviabiliza a próxima semana [para a votação]", disse.

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"Estamos vendo bairros inteiros sitiados, escolas sob a mira de fuzis, avenidas transformadas em trincheiras. Não aceitaremos mais passivamente a morte de inocentes", afirmou Temer.

"Nossos presídios não serão mais escritórios de bandidos, nem nossas praças continuarão a ser salões de festa do crime organizado". "Nós, com a polícia militar e civil, não estamos conseguindo deter a guerra entre facções no nosso estado".

Com isso, o atual secretário estadual de Segurança Pública, Roberto Sá, deixará o cargo, em consonância com uma fonte do governo estadual fluminense. "Não dá para errar", resumiu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Maia disse que a intervenção no Rio é a "última opção" para restabelecer a ordem no Estado e que, por isso, precisa ser "bem executada". Segundo ele, a decisão foi extrema, mas "precisa dar certo de qualquer jeito". Pelos cálculos do governo, além disso faltam cerca de 40 votos para que a reforma da Previdência seja aprovada além disso neste mês na Câmara.

Pesquisas encomendadas pelo Planalto mostram que a segurança é uma das principais preocupações da população, ao lado da saúde.

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