Saiba quem é o general que comandará a intervenção no Rio

Saiba quem é o general que comandará a intervenção no Rio

O secretário de estado de Segurança Roberto Sá foi afastado do cargo e o general Walter Braga Netto, que comanda o CML, foi nomeado interventor. O titular da Defesa afirmou ter visto de perto o esquema de segurança do local durante as Olimpíadas e, por isso, considerou a medida como a mais acertada. Essa foi a primeira vez que esse dispositivo foi acionado desde a Constituição Federal de 1988.

Etchegoyen confirmou que a equipe econômica foi ouvida pelo presidente Michel Temer antes que a decisão sobre a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro fosse tomada. Quando as perguntas eram dirigidas a ele, o ministro Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional, sempre as respondia. Braga Netto assumiu o CML em setembro de 2016, depois que o general Fernando Azevedo e Silva deixou o posto e assumiu o Estado-Maior.

Ainda segundo Carlos Cinelli, operações que forem realizadas no curto prazo estavam planejadas antes da decisão.

O texto do decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União, esta tarde, e, embora ainda precise ser aprovado pelo Congresso Nacional, já está em vigor.

General de quatro estrelas, Braga Netto ocupa o posto máximo na carreira do Exército.

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A atuação do presidente Michel Temer foi ainda mais enfática, ao apontar para a criação de um Ministério da Segurança Pública no país, que será efetivado por meio de medida provisória.

Art. 3º As atribuições do Interventor são aquelas previstas no art. 145 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro necessárias às ações de segurança pública, previstas no Título V da Constituição do Estado do Rio de Janeiro.

Íntegra do decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro.

Jornal GGN - "Não é intervenção militar".

2ºO Interventor poderá requisitar, se necessário, os recursos financeiros, tecnológicos, estruturais e humanos do Estado do Rio de Janeiro afetos ao objeto e necessários à consecução do objetivo da intervenção. Ele chegará no Rio de Janeiro no amanha (17) quando se reunirá com as autoridades para elaborar um diagnóstico da situação no estado e traçar as medidas. Uma das ideias é suspender os efeitos da intervenção apenas por um dia, para viabilizar a votação da Reforma.

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