Procurador especial indicia 13 cidadãos russos por interferir na eleição — EUA

Procurador especial indicia 13 cidadãos russos por interferir na eleição — EUA

Os visados são acusados de violar as leis criminais dos Estados Unidos para interferir com as eleições presidenciais norte-americanas de 2016 e com o processo político. Os resultados da eleição não sofreram impacto.

Segundo ele, as informações disseminadas pelos russos atacavam (e defendiam) ambos os candidatos, com o objetivo primordial de prejudicar o funcionamento das eleições e do sistema de justiça americano.

Mas "não há provas nesta acusação de que nenhum americano foi um participante consciente desta atividade ilegal", disse Rosenstein.

A Casa Branca declarou nesta sexta-feira que acusações dos Estados Unidos contra russos por envolvimento na eleição presidencial de 2016 mostraram que a campanha do presidente Donald Trump não teve nenhuma relação com uma questão que ofuscou seu ano no cargo.

A acusação ecoa amplamente conclusões de uma avaliação em janeiro de 2017 da inteligência dos EUA, que indicou que a Rússia havia interferido na eleição, e que seus objetivos eventualmente incluíram auxiliar Trump.

Por um lado confirmam a intervenção russa, mas, de outro, parecem exonerar seu entorno da suspeita de que conscientemente concordaram com essas atividades de Moscou.

"Existiram 13, de acordo com o Departamento de Justiça dos EUA".

"O resultado da eleição não foi alterado".

"É hora de pararmos os estranhos ataques partidários, acusações loucas e falsas, e as teorias exageradas, que só servem para aprofundar as agendas de agentes ruins, como a Rússia, e não fazem nada para proteger os princípios de nossas instituições", disse Trump em comunicado.

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Mueller alega que os membros do grupo se apresentavam como americanos e controlavam contas nas redes sociais voltadas para assuntos polarizados social e politicamente.

Tinham um "objetivo estratégico de semear a discórdia no sistema político americano" e, em meados de 2016, apoiavam a campanha de Donald Trump e denegriam Hillary Clinton.

As escalas incluíam Nevada, Califórnia, Novo México, Colorado, Illinois, Michigan, Louisiana, Texas, Geórgia e Nova York.

"Absurdo? Sim. Mas é a moderna realidade política americana", acrescentou.

Acredita-se que "centenas" de pessoas estiveram envolvidas na operação, trabalhando em turnos, com um orçamento de milhões de dólares.

Parte da ação se dava pela compra de posts patrocinados em redes sociais como o Facebook, Twitter e YouTube - cujos executivos já haviam prestado informações sobre o tema a comissões do Congresso americano.

"Usem qualquer oportunidade para criticar Hillary e o resto, exceto [Bernie] Sanders [pré-candidato democrata] e Trump -nós os apoiamos", informa um memorando do grupo de fevereiro de 2016.

O governo russo qualificou de "absurdas" as acusações nesta sexta-feira.

Durante a eleição, os trolls se passaram por americanos, e muitas vezes se apropriavam de perfis verdadeiros, usando fotos e nomes iguais aos de pessoas reais.

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