Wall Street volta a subir com força em sessão turbulenta

Wall Street volta a subir com força em sessão turbulenta

A queda recente de Wall Street, marcada pela pior sessão do Dow Jones e do S&P; 500 desde 2011 na segunda-feira e por um dia de fortes flutuações na terça, não surpreendeu-a. O índice Nikkei, que durante o dia chegou a operar em queda de 7%, perdeu 1.071.84 pontos na sessão.

O temor a uma alta mais agressiva das taxas de juros nos Estados Unidos que possa repercutir na inflação da primeira economia mundial levou o Dow Jones a desabar 4,6%, até 24.345,75 pontos. O item que mais chamou a atenção dos agentes foi o salário médio por hora, que subiu 0,34% na passagem de dezembro para janeiro, acima das previsões dos analistas (+0,20%).

Um aumento de juros impacta o mercado de duas formas.

Neste ano, a autoridade monetária dos Estados Unidos acredita em três elevações, mas grandes bancos como Goldman Sachs, Deutsche Bank e J.P.Morgan acreditam em quatro subidas. Com mais gente trabalhando e ganhando salários maiores, os preços podem subir.

Pelo mundo, os mercados da Ásia, Pacífico e da Europa estão sendo muito prejudicados pelo comportamento dos mercados acionários de Nova York, que ontem sofreram tombos de 3,8% a 4,6%. Somente em 2018, o Dow Jones teve dez máximas históricas, enquanto o S&P 500 apresentou 13 recordes e o Nasdaq, 12.

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Tecnologia, materiais e bens de luxo foram os setores de melhor performance nesta terça-feira. A oposição pede que jovens imigrantes levados aos EUA ainda crianças ilegalmente sejam protegidos da deportação, enquanto a situação pede a construção de um muro na fronteira com o México - o que não é bem visto pelos democratas. No fim, as ações recuperaram parte do valor que havia sido perdido no dia anterior. Sem um acordo na imigração, os democratas prometem obstruir a votação de mais uma medida paliativa que impediria uma nova paralisação do governo. A principal praça financeira da China, Xangai fechou a cair 3,35%, para 3.370,65 pontos.

Ele também aponta para um possível movimento de correção após as bolsas renovarem seguidas máximas. O comentário vem após o Índice de Volatilidade da CBOE, conhecido como VIX, saltar 115,60%, aos 37,32 pontos.

As bolsas em Nova York mergulharam um dia depois de comentários de Janet Yellen sobre as ações nos EUA.

A crise dos últimos dois pregões, no entanto, não chega perto dos piores dias da história do mercado financeiro.

Esta é a maior queda experimentada pelo Hang Seng desde há dois anos e meio, em agosto de 2015, quando retrocedeu 5,2% em um só dia. Já o índice o CAC-40 da Bolsa de Paris registrou nesta manhã uma queda de 1,57%.

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