Para conquistar votos, Governo apresenta novo texto da Reforma da Previdência

Para conquistar votos, Governo apresenta novo texto da Reforma da Previdência

Segundo Maia é possível votar a reforma dia 20 mesmo iniciando a discussão da PEC apenas no dia 19, uma segunda-feira, quando normalmente o quórum da Câmara é baixo. O presidente declarou que acredita na aprovação da proposta. O governo tem dito que quer concluir a tramitação ainda em fevereiro. Essa postura, na visão do senador paraibano, afasta os votos dos que têm uma postura ética e que não estão dispostos a fazer qualquer tipo de negociação e sujar sua biografia.

São necessários 308 dos 523 deputados para aprovação da PEC (projeto de emenda à Constituição) na Câmara.

"A liderança do governo está encaminhando a todos os parlamentares, para todos os parlamentares sem distinção. A ideia do presidente Rodrigo Maia, que tem o comando da pauta da Casa, é que a partir do dia 19 discutiremos e vamos trabalhar para concluirmos até o fim de fevereiro", explicou o deputado Aguinaldo Ribeiro.

Além da dificuldade em aprovar a reforma da Previdência, a equipe do presidente Michel Temer enxerga riscos também para a aprovação de outros projetos da agenda econômica ainda neste ano, como a privatização da Eletrobras e do projeto que reonera a folha de pagamentos. "Essa matéria, seria uma irresponsabilidade, o país se submeter, num momento como este, em que tivemos um downgrade de rating brasileiro, exatamente em função dessa perspectiva". "Jogar a toalha seria um ato de covardia", disse o relator da reforma, deputado Arthur Maia (PPS-BA).

Marun disse que o Executivo pode analisar uma transição mais aprimorada para os servidores públicos, incluindo os policiais, mudanças nas regras do acúmulo de aposentadoria e pensão e ainda a possibilidade de equiparação previdenciária de policiais e agentes penitenciários.

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O líder do governo ressaltou que um novo texto da reforma apresentado hoje acaba com especulações negativas, que muitas vezes incluíam pontos que já tinham sido retirados da reforma, como mudanças nas regras de aposentadoria para trabalhadores rurais, que foram excluídos da nova versão. O texto, como se vê, foi escrito em português claro - ou seja, ninguém que o tenha lido ou ouvido, especialmente quem está em condição de interferir na realidade, como é o caso dos parlamentares, pode alegar que não entendeu a extensão do problema.

Relator da reforma, o deputado Arthur Maia deu o tom de fim de festa: "Temos dois problemas graves para fazer a reforma andar: falta de votos e falta de tempo". Mas isso não é argumento suficiente para isentar o Legislativo da maior parte da culpa caso a reforma não seja votada ou naufrague no plenário da Câmara. A mudança mais recente, divulgada por ele nesta terça-feira (6), prevê pensão integral para cônjuges de policiais mortos em ação. Viúvas e viúvos de policiais que entraram até 2013 terão direito a receber o valor integral do último.

Para ele, o combate à proposta está "muito em cima da mentira", o que reforça a certeza que o governo está no "caminho certo".

"Fizemos um apelo ao presidente Maia que é melhor para o Brasil que ele retire da pauta".

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