Merkel e sociais-democratas fecham acordo de coalizão na Alemanha

Merkel e sociais-democratas fecham acordo de coalizão na Alemanha

A imprensa alemã sugere que diversos dos cargos de alto escalão do governo irão para o rival SPD, incomodando aliados na CDU.

Ainda segundo a imprensa, Merkel vai reconduzir no cargo a ministra da Defesa, Ursula Von der Leyen, e Peter Altmeier, que chefiou interinamente as Finanças nos últimos meses, passa para a Economia e Energia.

Ex-deputado (primeiro entre 1998 e 2001, depois entre 2002 e 2011, quando foi vice-presidente do grupo parlamentar do SPD), Scholz assumiu-se como um crítico da liderança de Schulz, depois do desastroso resultado nas eleições passadas.

Poucas horas antes, Martin Schulz tinha anunciado uma "mudança de rumo" na política europeia no acordo de coligação alcançado com a CDU de Angela Merkel. A instabilidade teve início após a eleição, quando o SPD, que compôs a coalizão de Merkel na última legislatura, decidiu deixar o governo e ir para a oposição.

Sua primeira tentativa de formar um novo governo, em aliança com os verdes e liberais democratas, havia fracassado, agravando a crise política em Berlim. Agora, o SPD é tido como a última opção de Merkel em busca de um quarto mandato.

A CSU, que tem se indisposto com Merkel desde que a Alemanha recebeu mais de 1 milhão de refugiados somente em 2015, ano que marcou o grande êxodo dos sírios, conseguiu transformar a pasta do Interior, uma das três que vai assumir, em Ministério do Interior e da Pátria, com a qual pretende dar a um novo gabinete seu acento conservador. Sem este aval, o novo governo não poderá ser formado.

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"Decidi participar do governo como ministro do Exterior", anunciou Schulz.

Um dos temas-chave sobre os quais ambas as partes chegaram a acordos durante as negociações, iniciadas em 26 de janeiro, incluem a política energética.

Diante das reticências do Partido Social-Democrata (SPD) de se aliar novamente com os conservadores, estes tiveram que fazer várias concessões. Ficou determinado que as reuniões familiares ficam suspensas até 31 de julho.

Enquanto as negociações se delongavam, o eleitorado deu sinais de enfado.

Ao contrário da França, onde o presidente não só é eleito por voto direto e universal como governa mesmo, na Alemanha o chefe do Estado é escolhido pelos parlamentares (a totalidade dos membros do Bundestag mais igual número de representantes dos estados) e costuma ter uma função sobretudo honorífica.

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