BC sinaliza fim do ciclo de corte de juros em comunicado

BC sinaliza fim do ciclo de corte de juros em comunicado

Após o corte anunciado hoje, a taxa de juros deve permanecer estável até ao início de 2019, de acordo com economistas do setor privado consultados semanalmente pelo emissor brasileiro. Em fevereiro de 2017, a Selic estava em 12,25% ao ano. Trata-se da 11ª redução consecutiva da taxa.

A análise do Copom está balizada nas expectativas de agentes do mercado sobre a inflação no Brasil para 2018 apuradas semanalmente na pesquisa Focus do Banco Central, que atualmente se encontram à volta dos 3,9%. E isso pode contaminar a inflação de uma forma que fará com que o Copom tenha de elevar os juros básicos. "Esse risco se intensifica no caso de reversão do corrente cenário externo favorável para economias emergentes", detalhou o comunicado do BC.

O recado dado no comunicado é importante porque nesta semana houve uma grande turbulência no cenário global. Entre eles está um efeitos da queda nos preços de alimentos e de bens industriais em outros preços da economia. "O Copom ressalta que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação", diz o texto. Para a instituição, "apesar da volatilidade recente das condições financeiras nas economias avançadas", o cenário externo tem se mantido favorável.

O Copom acha que a inflação se comporta favoravelmente. Para 2019, a previsão é de que a inflação fique um pouco maior, mas ainda abaixo do centro da meta, em 4,25%.

A reforma da Previdência também entrou no radar.

Outra preocupação está ligada ao andamento das reformas, em especial a da Previdência. Além do presidente do BC (Banco Central), Ilan Goldfajn, votaram a favor do corte Carlos Viana de Carvalho, Isaac Sidney Menezes Ferreira, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso, Paulo Sérgio Neves de Souza, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel. Falou que é um incentivo para mais investimentos e geração de empregos.

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Temer destacou ainda que a redução da Selic é uma "ótima notícia para o Brasil". Isso é motivo para comemorar. Os juros altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Banco Central reajusta a Selic para cima é com a intenção de segurar o excesso de demanda da população que faz com que os preços subam (inflacionem).

"Ainda há possibilidade de uma nova redução, levando os juros para 6,5%", disse um assessor presidencial. "As estimativas dessa taxa serão continuamente reavaliadas pelo Comitê".

A nova taxa é a menor da série histórica, iniciada em 1999, quando o regime de metas para a inflação foi adotado. E encerrou o processo de queda que começou em 2016. No entanto, no período, a inflação chegou a 10%, deixando os juros reais muito parecidos com os atuais. O número já leva em consideração a prévia dos 15 primeiros dias de janeiro. A decisão já era esperada pelo mercado.

Essa foi a avaliação feita no cenário do Copom, e, por isso, não houve influência negativa sobre a decisão no cortes de juros.

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