Michel Temer faz reunião com relator da reforma da Previdência

Michel Temer faz reunião com relator da reforma da Previdência

Na sua avaliação, se a medida não for votada este ano, os aposentados correm o risco de não receberem os seus proventos e a situação dos Estados ficará ainda mais difícil. "Os deputados têm um raciocínio muito questionável". No dia 11 de janeiro, o juiz da 6ª Vara Federal de Pernambuco, Cláudio Kitner, suspendeu parte da medida provisória editada pelo governo federal que inclui a Eletrobras e suas subsidiárias, como Furnas, Chesf, Eletronorte, Eletrosul e CGTEE, dentro do programa de privatização.

Ele disse à reportagem que não colocará a proposta em votação sem ter certeza de vitória.

Michel Temer (MDB) disse na entrevista que a partir de junho e julho o Congresso vai se voltar apenas para a questão eleitoral; com vistas às eleições de outubro. "Vou conversar com ele, mas, se for de terça para quarta-feira, praticamente não existe mudança". O ano legislativo será aberto hoje no Congresso Nacional e há a expectativa pelo início das discussões sobre a reforma previdenciária em plenário ainda esta semana, conforme anunciado por Maia no final do ano passado. Estão blefando. E eu duvido que deputado vá votar nessa que é a principal marca negativa desse governo e que atinge toda a base. Não é bravata, são dados.

Maia reuniu-se nesta segunda-feira (5) com dez governadores (MG, RJ, TO, AL, DF, AC, GO, SC, RS e PI), além de um representante de Sergipe.

"Se o Planalto fizer todo o esforço, não conseguirá chegar a 230 votos”, disse Guimarães". A PEC da Previdência está demonizada. "Eu conheço bem o Congresso, fui três vezes presidente da Câmara dos Deputados".

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"Votado no dia 19 nunca foi (previsto)". Mas é preciso advertir que a recente manifestação do presidente da Câmara não é tudo o que se espera dele, tendo em vista a importância para o País da aprovação da PEC 287/16, que altera as regras de concessão de aposentadorias e benefícios. A agenda do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), confirma o compromisso às 15 horas em Brasília. Também compareceram os deputados Assis Carvalho (PT-PI) e Rodrigo Garcia (DEM-SP), além de um representante do governo de Sergipe.

"Os deficits crescem a cada ano".

Em protesto contra a proposta, a oposição estendeu sobre o tapete verde do plenário, em frente à Mesa, um abaixo-assinado contra a reforma da Previdência.

Para a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), a mensagem presidencial ao Congresso foi frustrante porque tentou capitalizar números frágeis da economia e se apoiou à promessa de uma reforma rejeitada por mais de 70% da opinião pública. "Vamos ver o que é possível fazer para termos uma reforma que, de um lado, preserve uma maior equidade entre todos os brasileiros, e, em segundo lugar, preserve a capadide do estado de garantir a Previdência ao aposentado no futuro", afirmou Meirelles ao deixar o encontro no Palácio do Jaburu, onde mora o presidente.

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