Governo terá votos para aprovar reforma da Previdência em fevereiro, diz Marun

O sistema atual é profundamente injusto, concedendo iníquos privilégios a um pequeno grupo de pessoas em detrimento da maioria da população. Para ele, o processo de votação será "duro, seja qual for o texto".

Os investidores também ficaram cautelosos com o andamento da votação da reforma da Previdência diante da falta de apoio político do governo para tirar a matéria do papel, considerada essencial para colocar as contas públicas do país em ordem. Segundo ele, a "complexidade" da proposta atrasou o cronograma de votação da Câmara. Ela [reforma da Previdência] criou dificuldades lá na outra casa [Câmara].

"O mercado se posicionou na sexta-feira ao cenário de juros nos Estados Unidos e hoje segue nesse posicionamento, também voltado às questões internas, à reforma da Previdência", afirmou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva, acrescentando que, caso da reforma não seja aprovada, o dólar ainda deve subir mais um pouco sobre o real. O seu governo obteve a aprovação de reformas consideradas até então impossíveis.

O presidente Michel Temer não foi à sessão solene. Mas não há passes de mágica. O presidente disse que o déficit na Previdência chegou a R$ 268 bilhões no ano passado e que pode chegar a R$ 320 bilhões no ano que vem.

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A reforma encontra focos de resistência entre os a base aliada do governo no Congresso. Você sabe que essas coisas... no instante em que se pegue a onda de que pode aprovar, de que é necessário, isso traz os votos com muita facilidade. A natural impopularidade do tema, agravada pelas mentiras difundidas por interessados na manutenção do status quo, em nenhum momento foi óbice para que o presidente Michel Temer defendesse e continuasse a defender pública e reiteradamente a reforma da Previdência.

Marun avalia que a resistência à reforma na sociedade tem diminuído, conforme aumenta o nível de esclarecimento sobre o assunto, o que deve ajudar no convencimento de parlamentares. Matéria da Previdência não é matéria da Câmara. Ele manifestou muitas vezes a sua concordância com a PEC 287/16.

Ainda sobre a reforma da Previdência, Maia acrescentou que não há constrangimento algum em defendê-la. "Isso estando presente, podemos ouvir propostas e podemos até apoiá-las, haja vista que a decisão cabe ao Congresso Nacional".

Como o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, já informou, entre os pontos que as mudanças que o governo negocia para conseguir os 308 votos necessários para aprovar a reforma na Câmara, em dois turnos, estão a ampliação do teto de acúmulo de benefícios e uma regra de transição para funcionários públicos que ingressaram antes de 2003. Mais do que nunca, a hora é de olhar para a frente, com confiança e sentido de direção.

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