Bolsas europeias seguem negativas penalizadas por Wall Street

Bolsas europeias seguem negativas penalizadas por Wall Street

O principal índice da bolsa de valores brasileira (B3) mudou de rumo e passou a subir nesta terça-feira (6), após a abertura de Wall Street. Há pior à escala mundial: desde o início do ano, o principal índice de Toronto recuou 5,4%, o FTSE 100 de Londres perdeu 4,6% e o SMI de Zurique caiu 3%. Esta terça-feira, a moeda norte-americana aprecia-se 0,19% para 0,810 euros, 0,53% para 0,720 libras e 0,41% para 109,54 ienes.

"Até onde vai a queda?", questionam analistas da Aurel BGC, estimando que "o declínio poderia durar um pouco" nesta semana, embora considerem que "a liquidez é abundante e que os investidores devem considerar essa queda ser mais saudável do que prejudicial", preparando o caminho para uma estabilização. "Se novos sinais confirmarem que a inflação se acelera realmente nos Estados Unidos, a volatilidade pode permanecer mais forte por um longo período", salientam.

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Após a publicação desse relatório, o desempenho dos títulos do Tesouro americano dispararam, e Wall Street despencou. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 recuou 4,73%, um fato sem precedentes desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca, o que causou sobressaltos nos mercados. O tombo do Hang Seng em Hong Kong foi ainda mais expressivo, de 5,12%, a 30.595,42 pontos. Na segunda-feira, em Wall Street - que continua a marcar o ritmo a que seguem as restantes bolsas mundiais - os investidores tinham confirmado de forma definitiva que está agora instalado o medo de que as fortes valorizações dos últimos meses tenham colocado o valor das acções a um nível demasiado elevado, principalmente numa altura em que se tornou evidente para todos que a era das taxas de juro ultra baixas começou, mais de dez anos depois do início da crise financeira, a chegar ao fim. O documento, que destacava um aumento significativo dos salários do país em janeiro, teve um efeito devastador nos mercados ao provocar o temor de crescimento da inflação e, portanto, um aumento das taxas de juros mais rápida que o previsto.

O mercado europeu cumpriu o papel de refúgio na terça-feira. Acabou por fechar a recuperar 2,33% face a segunda-feira, nos 24.912,77 pontos.

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