Tillerson: sanções a petróleo venezuelano estão sobre a mesa

Tillerson: sanções a petróleo venezuelano estão sobre a mesa

O presidente argentino, Mauricio Macri, receberá Rex Tillerson na residência presidencial e os dois devem afinar estratégias de pressão sobre o regime de Nicolás Maduro.

O presidente Nicolás Maduro qualificou nesta sexta-feira (2) de ameaça suja uma declaração do secretário de Estado americano, Rex Tillerson, que ao referir-se à crise venezuelana evocou a participação de militares para substituir governos na América Latina. "Um dos aspectos a se levar em conta, no caso de adotar sanções ao petróleo, são os efeitos que isso teria sobre a população e se isso seria um passo a ajudar a chegar ao fim, a acelerar o fim", declarou Tillerson, em entrevista coletiva ao lado do ministro argentino das Relações Exteriores, Jorge Faurie. Na quinta-feira, antes de partir em viagem pelo México, Argentina, Peru, Colômbia e Jamaica, Tillerson disse que a região não precisa de "novos poderes imperiais". O chefe da diplomacia americana revelou que estão estudando "sancionar o petróleo", proibir a venda nos Estados Unidos ou "refinar produtos que venham da Venezuela".

Ao serem questionados sobre se pedirão que a Venezuela seja excluída da Cúpula das Américas que acontece em abril, Tillerson e Faurie concordaram em que a decisão cabe ao país anfitrião, o Peru.

"Os EUA continuarão a ser o parceiro mais estável, forte e duradouro da América Latina", disse ele, após criticar o apoio russo a países "não democráticos" e questionar "a que preço" a China faz negócios na região, com as suas "práticas de comércio injustas".

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"No entanto, os EUA há muito tempo veem a América Latina como seu quintal", afirmou a publicação.

"Hoje a China está se estabelecendo na América Latina".

Em Pequim, o porta-voz da Chancelaria chinesa Geng Shuang disse que a cooperação financeira bilateral entre Venecuela e China foi estabelecida por empresas e organismos financeiros das duas nações com base em princípios comerciais benéficos para ambas. Os empréstimos estão totalmente de acordo com os padrões internacionais e beneficiam os moradores locais, acrescentou.

A mensagem ainda convocou todos os países latino-americanos e do mundo todo a rechaçarem "energicamente as agressões do Governo imperialista [VIDEO] de Donald Trump contra a Venezuela, e a defender o direito à soberania, à democracia e à paz dos nossos Povos". Maduro acusou Washington de tentar depô-lo para ter mais acesso à riqueza petrolífera do país, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

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