Casa Branca retira sigilo de memorando de sobre caso Rússia

Casa Branca retira sigilo de memorando de sobre caso Rússia

Trata-se de um documento ultrassecreto, redigido pela equipa de um dos mais leais homens que o presidente tem no Congresso, Devin Nunes, e que alegadamente conta como no período eleitoral um grupo de agentes do FBI usou informação conseguida com dinheiro democrata para justificar uma escuta a um alto responsável da campanha de Donald Trump.

Segundo os republicanos, o FBI e o Departamento de Justiça deveriam ter dito ao juiz que aquele pedido assentava em informações recolhidas pelo antigo espião britânico Christopher Steele, incluídas num polémico dossier sobre alegadas ligações entre Trump e a Rússia e financiado, em parte, pelo Partido Democrata (e também por opositores de Trump no Partido Republicano).

O Presidente norte-americano ignorou os apelos do FBI e aprovou a divulgação do documento secreto, que foi imediatamente tornado público pelos republicanos no comité de inteligência da Câmara dos Representantes. E começou a deteriorar-se logo que Donald Trump, em janeiro do ano passado, assumiu a presidência. Considera que as conclusões são uma "desgraça".

A divulgação do memorando eleva a queda de braço entre o presidente e o FBI, que apura se a campanha do republicano conspirou com russos ligados ao Kremlin para vazar informações depreciativas sobre sua adversária, a democrata Hillary Clinton.

Republicanos do Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados aprovaram a divulgação do memorando na última segunda-feira, dando cinco dias a Trump para aprovar sua divulgação ou não.

Os congressistas consideram estar perante uma "falha preocupante dos processos legais definidos para proteger de abusos os cidadãos americanos".

More news: Após derrota no Canindé, torcida da Portuguesa protesta comendo pizzas do time

"A principal liderança e investigadores do FBI e o Departamento de Justiça politizaram o processo investigativo sagrado a favor dos democratas e contra os republicanos - algo que teria sido impensável pouco tempo atrás", tuitou Trump, que elogiou "funcionários de carreira" da Polícia Federal dos EUA.

Embora a secretária de Imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, tenha dito que Trump ainda não leu o documento, o presidente disse a parlamentares após seu discurso de Estado da União ao Congresso na noite de terça-feira que há uma chance de "100 por cento" de o memorando ser divulgado.

Washington. Os Estados Unidos querem adquirir novas armas nucleares de baixa potência em resposta ao rearmamento da Rússia, segundo a nova "Postura Nuclear", publicada na sexta-feira pelo Pentágono.

Ao permitir a publicação deste documento, "parcial e tendencioso", de acordo com vários especialistas independentes, Trump causou a indignação do Partido Democrático, que ameaça com o espectro de uma crise constitucional. "A investigação do procurador Mueller deve continuar, sem obstrução".

Democratas disseram que o memorando é seletivo na escolha de informações.

O relatório, que gerou uma enorme turbulência política nos EUA, foi divulgado pelo governante apesar da advertência do FBI de que o documento continha "omissões de fatos materiais" que comprometiam sua "exatidão".

Related Articles