Pesquisa aponta que mesmo preso, Lula colocaria qualquer nome no segundo turno

Pesquisa aponta que mesmo preso, Lula colocaria qualquer nome no segundo turno

O panorama das eleições 2018 mudou completamente com a possibilidade do pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participar da disputa.

Na opinião de 53% dos entrevistados, Lula deveria ser preso.

A sondagem foi realizada em 29 e 30 de janeiro, poucos dias depois que o TRF4 de Porto Alegre confirmou, em 25 de janeiro, a condenação de Lula por corrupção e lavagem de dinheiro, além de elevar sua pena a doze anos e um mês de prisão.

O governador Geraldo Alckmin minimizou os dados da pesquisa Datafolha divulgados na madrugada desta quarta-feira, 31, afirmando que o quadro deve se definir somente no final do semestre, próximo das convenções partidárias e do horário eleitoral.

A pesquisa acabou indo ao ar dois dias depois e trazia exatamente a informação que Lula mencionou (último parágrafo da imagem abaixo). Outros 47% desejam que ele seja candidato à presidência. Condenado em segunda instância, ele pode ser impedido de concorrer, de acordo com a Lei Ficha Limpa.

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Bolsonaro, contudo, aparece tecnicamente empatado com Alckmin num hipotético segundo turno e seria derrotado por diferença de dez pontos percentuais pela pré-candidata da Rede -a que aparentemente mais se beneficiaria, hoje, do provável afastamento do ex-presidente da corrida. O partido afirma que Lula "não perdeu um só voto" e diz que o impedimento da candidatura do petista seria como cassar o direito de voto de milhares de pessoas, o que poderia agravar a incerteza e a insegurança no país.

O Datafolha questionou os entrevistados sobre a rapidez dos processos na Justiça contra o ex-presidente.

- O PT não pode ficar sem um nome porque depende da existência de um candidato para eleger uma bancada federal - afirmou Bolsonaro, que receberia, segundo a pesquisa, 7% do espólio do petista. Afinal, há duas teses bem díspares sobre o assunto, que envolve qual será o saldo para o segundo colocado até agora na disputa, Jair Bolsonaro, da eventual saída de Lula da disputa. Outro detalhe importante é que se Lula optar por uma das candidaturas pesquisadas consegue leva-la para o segundo turno. "Alguns especialistas apontam que o nome de Bolsonaro subiu nas pesquisas devido à sua forte retórica anti-PT e anti-Lula".

Petistas acreditavam que Lula seria mais votado depois da condenação, e imaginavam um cenário em que se o nome dele fosse para a urna, até mesmo em forma de protesto, ganharia mais votos ainda. O primeiro deles é o reforço à candidatura de nomes fora do espectro político, como o apresentador Luciano Huck e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, por exemplo.

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