Separatistas querem reeleger Puigdemont presidente da Catalunha

Separatistas querem reeleger Puigdemont presidente da Catalunha

"Creio que este novo momento político exige uma nova figura isenta de processos judiciais", acrescentou a antiga professora de língua e literatura catalãs, que foi presidente (2012-2015) da influente associação Assembleia Nacional Catalã, que promoveu grandes manifestações pela independência da Catalunha. Os resultados não deram fim à turbulência política e expuseram novamente a fratura na sociedade catalã entre quem é pró e contra a independência.

"É evidente que, para governar a Catalunha, é preciso estar na Catalunha, não dá para fazer isso via WhatsApp ou usando um holograma", afirmou Inés Arrimadas, líder do partido Cidadãos, que é contra a separação da Espanha.Em eleição realizada em dezembro, partidos separatistas conquistaram 66 de 135 assentos. Por outro lado, o Supremo Tribunal recusou também hoje em Madrid, a possibilidade de os três eleitos regionais presos, entre eles o ex-vice-presidente do Governo regional, Oriol Junqueras, poderem ser transferidos para uma prisão da Catalunha para participarem presencialmente nas votações do parlamento.

No pleito, apesar de um partido contra o separatismo (Ciudadanos) ter vencido em número de votos, a união dos partidos separatistas conseguiu maioria absoluta e, assim, o direito de indicar o próximo presidente do governo catalão. Uma vez que se forme o Parlamento, os potenciais líderes do governo regional enfrentarão um voto de confiança.

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, convocou eleições locais em setembro para resolver a crise, que levou milhares de companhias a transferirem suas sedes para fora da região.

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O ex-presidente catalão e líder do partido independentista Juntos pela Catalunha (JuntsXCat), Carles Puigdemont, e Marta Rovira, a segunda figura mais importante do partido Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), jantaram juntos e debateram estratégia para empossar Puigdemont à distância.

A incerteza sobre o futuro da Catalunha tem afugentado empresas da região.

Puigdemont se encontra na capital belga, foragido da Justiça da Espanha, que o investiga por vários supostos crimes relacionados com o processo de independência da Catalunha. O líder catalão, de 52 anos, proclamou a independência da região após o resultado do referendo.

O acordo entre as forças independentistas também envolveu a CUP e prevê que escolha do novo presidente da Generalitat da Catalunha seja decidida à primeira volta da votação no Parlament. Após a declaração de secessão, a Câmara de maioria independentista foi dissolvida. Ambos concordaram que os quatro lugares que cabem aos independentistas (os outros partidos têm três) devem ser repartidos de forma igual por ambos os partidos, afastando assim a hipótese de dar um ao Catalunya en Comú-Podem (Comuns, aliança que inclui o Podemos e nem é a favor da independência, nem da aplicação do artigo 155.º da Constituição que suspendeu a autonomia na Catalunha).

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