Princípio de acordo para formar a "grande coligação" na Alemanha

Princípio de acordo para formar a

Na manhã desta sexta-feira a imprensa alemã revelou as traves mestras do compromisso assumido pelos dois partidos mais votados nas eleições de setembro, que, para além de conter entendimentos sobre os temas mais contestados por ambas as partes, permite a passagem à segunda fase das negociações.

O país europeu que nos últimos anos mais apregoou, junto dos seus pares, os benefícios da estabilidade política, pode estar prestes a ultrapassar um inédito cenário de crise governativa, mais de cem dias depois das suas últimas eleições legistativas. Também, é citado um compromisso de reforçar a zona euro, o que faz parte das exigências marcadas pelos social-democratas do SPD.

Quanto à imigração, foi definido um tecto máximo para a entrada de refugiados em solo alemão, situado entre as 180 mil e as 220 mil pessoas por ano e foi ainda decidido que o programa de reunificação de famílias de refugiados vai permanecer suspenso durante mais algumas semanas. "Se formarmos Governo será sob a condição de construir uma Europa mais forte".

Uma deputada da formação política da chanceler, Dorothee Bär, confirmou o acordo postando uma foto do documento no Twitter.

Mas nada ainda é definitivo.

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O acordo de princípio vai ter de ser submetido, ao longo do dia, às instâncias dirigentes dos partidos envolvidos (democratas cristãos da CDU/CU e sociais democratas do SPD) para aprovação. Só depois irão começar negociações mais detalhadas.

A pressão do presidente alemão Frank-Walter Steinmeier, um peso pesado do SPD que quer evitar novas eleições que beneficiariam a ultradireita, obrigaram Schulz a mudar de opinião.

Segundo vários meios de comunicação alemães, as negociações de longas horas giraram em torno de questões fiscais e política migratória. E uma maioria dos alemães (56%) acredita que ela deixará o cargo antes do fim de seu eventual mandato, segundo pesquisa do jornal Handelsblatt.

Do lado de Martin Schulz, líder do SPD, uma das condições para o sucesso das negociações será a prioridade atribuída à maior integração da Europa.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, destacou a necessidade de um "novo despertar" para a Europa e afirmou estar confiante de que a formação de um novo governo no país será capaz de chegar a um acordo com a França sobre o futuro da zona do euro, que envolve reformas encabeçadas pelo presidente do país, Emmanuel Macron.

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