Acordo nuclear com o Irão "funciona", diz Mogherini

Acordo nuclear com o Irão

Trump tem vindo a anunciar que vai rasgar o acordo de 2015 - assinado entre o Irão, os Estados Unidos, a Rússia, a China, o Reino Unido, a França e a Alemanha -, que pôs fim às sanções contra Teerão em troca de uma limitação ao programa nuclear iraniano. Uma retomada das sanções equivaleria à rescisão unilateral do acordo.

A fala foi feita antes do anúncio do governo Trump, esperado para esta sexta-feira, sobre se Washington manterá o alívio às sanções contra o Irã, em consonância com o acordo de 2015.

Ela também enfatizou que o acordo, como um documento multilateral aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU, é chave no sistema global de não-proliferação nuclear e é crucial para a segurança regional e do continente europeu.

O Irã diz que seu programa nuclear é somente para propósitos pacíficos. Tal acordo seria permanente.

Um alto funcionário da administração disse que Trump quer que o acordo do Irã seja fortalecido com um acordo de seguimento em 120 dias ou os Estados Unidos vão se retirar unilateralmente do pacto internacional.

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No entanto é improvável que o Irã e ou aliados europeus dos EUA concordem com tal mudança.

Além disso, ela afirmou que a UE adotará outras soluções sobre o desenvolvimento iraniano de mísseis balísticos e para as tensões regionais que estão fora do âmbito do acordo.

Prazo - O Congresso dos EUA exige que o presidente certifique periodicamente o cumprimento do Irã e emita uma autorização para permitir que sanções norte-americanas permaneçam suspensas. Segundo a Casa Branca, a decisão vem em resposta à recente repressão, por Teerã, de manifestações antigoverno.

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, considerou esta quinta-feira que o acordo nuclear com o Irão "funciona", num recado do bloco europeu para o Presidente dos EUA, que vai decidir brevemente sobre a reativação de sanções ao país.

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