Ações dobram de valor após Kodak lançar criptomoeda própria

Ações dobram de valor após Kodak lançar criptomoeda própria

É o frenesi da vez. A empresa anunciou que vai criar, em parceria com a WENN Digital, parte da organização de mídia WENN com sede em Londres, um livro digital criptografado de direitos de propriedade para fotógrafos, usando o blockchain - a tecnologia que sustenta criptografia como bitcoin.

As ações da Eastman Kodak mais do que dobraram de valor, com alta de 119,3%, a US$ 6,80 dólares, na Bolsa de Valores de New York. "Essas tecnologias dão à comunidade de fotografia uma maneira inovadora e fácil de fazer exatamente isso". Além de apresentar uma moeda própria, a KodakCoin, e companhia levou para a CES 2018 uma máquina capaz de minerar de bitcoins. Com isto quer dizer que os fotógrafos podem passar a utilizar o novo blockchain da Kodak para registar os seus trabalhos, desempenhando a "KODAKCoin" a função de papel de troca que funcionará para recebimentos e pagamentos.

"Participar de uma nova plataforma, é fundamental que os fotógrafos conheçam seu trabalho e seus ganhos sejam gerenciados de forma segura e com confiança, exatamente o que fizemos com a KODAKCoin", disse o CEO da WENN Digital, Jan Denecke. "Para os fotógrafos, essa tecnologia pode ajudá-los a resolver um problema que por muito tempo pareceu impossível de ser solucionado".

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Para obter financiamento, a empresa marcou uma oferta inicial de moedas (ICO) para dia 31 de Janeiro. A intenção é criar uma nova linha de máquinas de mineração de bitcoins que possam ser alugadas ao público em um contrato de dois anos por US$ 3,4 mil. A pessoa que alugar uma receberia metade dos bitcoins gerados no período, o que, segundo a Kodak, seria o equivalente a US$ 375 por mês ou US$ 9 mil ao final do contrato. Além disso, o bitcoin é uma moeda altamente volátil.

Nota: falar de criptomoedas não é incentivar à sua compra nem dar garantias da sua rentabilidade.

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