PT deve reafirmar candidatura de Lula após julgamento no TRF-4

PT deve reafirmar candidatura de Lula após julgamento no TRF-4

Os juízes golpistas do TRF-4 de Porto Alegre irão julgar, em 2° instância o ex- presidente Lula, diante do processo criminal do triplex do Guarujá, onde os golpistas da operação "Lava jato", através do juiz Sérgio Moro o condenou, sem quaisquer provas, pela aquisição de um imóvel que nunca foi sua propriedade e que foi aceito como garantia pela Caixa Econômica Federal, em transação realizada pela OAS, proprietária do imóvel.

"Os recursos possíveis são os embargos de declaração, utilizados pela parte com pedido de esclarecimento da decisão, e os embargos infringentes". Este último só pode ser pedido quando a decisão for por maioria e tenha prevalecido o voto mais gravoso ao réu.

As caravanas em defesa de Lula estão sendo organizadas em todos os estado do país, estimando que a atividade em Porto Alegre seja a maior movimentação política realizada pela esquerda que luta contra o golpe, no período pós impeachment. Os embargos infringentes são julgados pela 4ª seção do TRF-4, especializada em Direito Penal. O PT e movimentos sociais marcaram uma série de atos pró-Lula e o principal deve acontecer na capital gaúcha um dia antes do julgamento, com uma caminhada e vigília. Ela defende ainda que estejam em Porto Alegre, somente militantes residentes nos estados do sul do Brasil e que Lula deveria ficar em sua casa, em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista, ao lado de familiares ou mesmo que o petista se dirigisse até o sindicato dos Metalúrgicos, berço do PT.

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A sessão está marcada para começar às 8h30 (7h30 no horário de Fortaleza). O cronograma ainda prevê que Gebran Neto seja o primeiro a dar o voto, seguido do revisor, Leandro Paulsen e, por fim, o do desembargador Victor Luiz dos Santos Laus. Além do petista, recorreram ao TRF-4 o ex-presidente da OAS, José Aldemario Pinheiro Filho (condenado em primeira instância a 10 anos e 8 meses), o ex-diretor da área internacional da OAS, Agenor Franklin Magalhães Medeiros (condenado a 6 anos), e o ex-presidente do Instituto Lula Paulo Okamotto (absolvido em primeira instância, mas requer troca dos fundamentos da sentença).

O TRF lembra também que pode haver pedido de vista no processo, fazendo com que o julgamento seja adiado.

Ontem, o vice-presidente nacional do PT Alexandre Padilha voltou a descartar a possibilidade de um plano B do partido para disputar a eleição presidencial.

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