Jair Bolsonaro e filhos multiplicam patrimônio na política

Jair Bolsonaro e filhos multiplicam patrimônio na política

Segundo levantamento do jornal Folha de S. Paulo, a família Bolsonaro é dona de 13 imóveis com preço de R$ 15 milhões, a maioria em pontos valorizados do Rio de Janeiro, em bairros como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca. O caso mais curioso é de uma casa de Bolsonaro em um condomínio na Barra, à beira-mar.

Naquela época, a prefeitura da cidade, ao calcular o imposto de transmissão de propriedade, avaliava a casa em R$ 1,06 milhão.

O Cofeci aponta sérios indícios de uma operação de lavagem de dinheiro, onde aparece um aumento ou uma diminuição injustificada no valor dos imóveis, cujo o valor em contrato se mostra divergente da base de cálculos de impostos cobrados pelas prefeituras, o ITBI.

É corriqueira no país a prática de um comprador de um imóvel registrar na escritura um valor abaixo do que realmente pagou. O filho mais velho de Jair Bolsonaro, o deputado estadual Flávio Bolsonaro, teria negociado pelo menos 19 imóveis nos últimos 13 anos, de acordo com a apuração da Folha.

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Bolsonaro, por sua vez, usou as redes sociais para rechaçar as críticas e afirmar que todas as aquisições patrimoniais de sua família foram feitas de forma lícita.

Além dos imóveis, os bens registrados pela família incluem carros de até R$ 105 mil, um jet-ski e aplicações financeiras, em total de R$ 1,7 milhão. Quando entrou na política, em 1988, Bolsonaro declarava ter apenas um Fiat Panorama, uma moto e dois lotes de pequeno valor em Resende, no interior do Rio - valendo pouco mais de R$ 10 mil em dinheiro atual. Desde então, ele se ocupa apenas da política, sendo eleito sete vezes deputado federal.

Outra denúncia da 'Folha', mostra que Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e um de seus filhos, Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), recebem dos cofres públicos R$ 6.167 por mês de auxílio-moradia, mesmo tendo um imóvel em Brasília. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 8, na Folha. Ele recebe o benefício ininterruptamente desde 1995. Eduardo, desde fevereiro de 2015, quando tomou posse em seu primeiro mandato como deputado.

Esse tipo de auxílio é um direito dos deputados que não vivem nos apartamentos funcionais do governo, mas não há imóveis para todos. Uma delas é por meio de reembolso, quando o parlamentar apresenta o recibo do valor gasto com aluguel.

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