Ex-estrategista da Casa Branca pede desculpas para Trump

Ex-estrategista da Casa Branca pede desculpas para Trump

Aberta tradicionalmente até 1h, a Kramerbooks esgotou em 25 minutos o estoque do livro "Fire and Fury" (Fogo e Fúria, em tradução livre), do jornalista Michael Wolff, na madrugada dessa sexta-feira (5).

Na opinião do autor, "é extraordinário que o presidente dos Estados Unidos tente impedir a publicação de um livro".

Na quinta-feira (4), os advogados de Trump anunciaram que trabalhavam para a suspensão do lançamento e distribuição do livro. Ele falou que o encontro do filho do presidente, Donald Trump Jr., com agentes russos durante a campanha para negociar informações sobre a adversária Hillary Clinton foi uma traição ao país.

Bannon, um dos principais artífices da campanha e do início do governo Trump, vive um isolamento político desde a eclosão dos primeiros relatos sobre o livro, que foi lançado nesta semana. Michael Wollf é um jornalista de 64 anos que tinha acesso praticamente irrestrito aos bastidores da Casa Branca. O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, por exemplo, disse que nunca falou com o genro de Trump sobre como a inteligência britânica poderia ter espionado a sede da campanha presidencial de Trump. As pessoas dizem que ele é um idiota.

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Segundo Wolff, a filha de Trump e seu marido, Ivanka Trump e Jared Kushner, são os que realmente têm as rédeas da Casa Branca, e são os responsáveis pelas renúncias de Bannon e do primeiro chefe de Gabinete, Reince Priebus. "Steve Bannon não tem nada que ver comigo nem com minha presidência".

Wolff reconhece no prefácio de seu livro que muitas vezes ele era difícil distinguir a verdade da ficção, já que alguns de seus interlocutores disseram coisas diretamente contrárias aos outros, e muitos simplesmente mentiram. E como sempre, Trump fê-lo via Twitter. E não foi só Trump quem reagiu com intempestividade: como salienta o mesmo Washington Post, um dos apoios financeiros do chairman do Breitbart News, Rebekah Mercer, também decidiu vir a público, num raro acto em que decide rechaçar Bannon, prometendo cortar os laços com o homem que deixou a Casa Branca em Agosto, mas mantinha ainda contacto com o Presidente. Mas ainda ocorreria a transformação final: "de repente, Donald Trump se tornou um homem que acreditava que merecia ser, e estava totalmente capacitado para ser, o presidente dos Estados Unidos". "Se ele percebeu que era uma entrevista ou não, não sei, mas com certeza não foi um off", afirmou ele no programa "Today", acrescentando que conversou com pessoas que tratam com Trump diariamente, "às vezes a cada minuto".

A obra também conta que o presidente e a primeira-dama Melania Trump dormem em quartos separados.

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