CGU vê fraudes no Bolsa Família em Piancó

CGU vê fraudes no Bolsa Família em Piancó

Os bloqueios e cancelamentos de cartões ocorreram por inconsistência e até falsificação da renda cadastrada Joá Souza l Ag.

Os dados de 26.839 beneficiários do Programa do Bolsa Família no estado de Pernambuco apresentaram indícios de informações inverídicas nos seus cadastros, segundo auditoria produzida pelo Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU).

A expectativa do governo federal é a de que, a partir de agora, com essa nova metodologia utilizada para cruzamento de dados dos beneficiários, a União consiga identificar com mais rapidez possíveis inconsistências cadastrais ou fraudes no programa social.

A CGU realizou um pente-fino nos registros de 2,5 milhões de famílias com cadastros suspeitos, devido a problemas de informações sobre o CPF dos beneficiários, o tamanho e a renda dos núcleos familiares.

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No Brasil, foram apurados erros no cadastro de 1.468.681 famílias que afirmavam receber entre R$ 170,01 e meio salário mínimo; 620.032 entre o grupo de até R$ 170; além de 469.612 famílias que diziam receber acima de meio salário mínimo. Entre elas a adoção de um processo prévio de verificação das informações declaradas e a regulamentação de critérios de geração de pendências e de invalidação do cadastro das famílias identificadas no processo de averiguação. O MDS aplicou o bloqueio dos benefícios para os casos em que as famílias tiveram renda per capita inconsistente identificada entre R$170,00 e meio salário mínimo (R$ 440,00), visto que se enquadram na regra de permanência (flutuações pontuais de renda que não alteram a condição estrutural de pobreza), sendo necessário o recadastramento para o desbloqueio.

Já a assessoria da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) explicou que quem tiver o benefício bloqueado ou cancelado, pode procurar a sede do Cadastro Único para atualização dos dados e possível retorno ao programa, a depender do perfil do usuário. Além disso, o governo informou que já começou a cobrar os casos mais absurdos identificados pelo ministério - que envolvem cerca de 3.200 famílias. Segundo o relatório da CGU, o governo pagou indevidamente mais de R$ 1 bilhão a pessoas que não tinham direito ao benefício. Estão na faixa de extrema pobreza famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 85.

Ontem O Antagonista informou que 4,7 milhões de benefícios foram cancelados na era Michel Temer.

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