Rebelião em penitenciária em Aparecida de Goiânia

Rebelião em penitenciária em Aparecida de Goiânia

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, informou que o Departamento Penitenciário (Depen) do Ministério da Justiça monitora a rebelião, na tarde desta segunda-feira, 1º, na Colônia Agroindustrial, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO), e diz que, a princípio, trata-se de um "problema local".

Até o momento, nove óbitos foram confirmados pela Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) do Estado. A unidade prisional foi incendiada e os bombeiros já foram acionados. Acionado, o Corpo de Bombeiros conteve o fogo.

Outros 34 detentos conseguiram fugir. Destes, 29 foram recapturados. Outros 127 saíram da unidade durante o tumulto.

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O Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) da PM também está no local desde o início da movimentação para dar apoio à contenção de fugas e na recaptura de foragidos. Ao saber da rebelião, familiares dos presos foram para a porta do presídio na busca por informações sobre seus parentes. Eles foram encaminhados ao Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa).

A Polícia Militar foi acionada, dando apoio na área externa da unidade e o Gope efetuou a liberação do refém. O motim foi contido por agentes de plantão. O número de presos no sistema penitenciário brasileiro somou 726.712 em junho de 2016, segundo o Ministério da Justiça.

A rebelião acontece exatamente um ano depois do motim no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, que deixou 56 presos mortos. No dia 6, uma rebelião em Roraima deixou 33 mortos. Naquele mês, também foram registradas mortes de detentos em Maceió e São Paulo.

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