Três presos políticos luso-venezuelanos em liberdade condicional no Natal — Venezuela

Três presos políticos luso-venezuelanos em liberdade condicional no Natal — Venezuela

"No âmbito das competências da Assembleia Nacional Constituinte, que está justamente na soberania das nossas bases, decidimos declarar persona non grata o encarregado de negócios do Canadá e o embaixador do Brasil", disse Delcy Rodríguez, em áudio da declaração divulgado pela Rádio Nacional da Venezuela. Canadá e Brasil foram dois dos países que, em meados de agosto, mostraram seu apoio ao Parlamento venezuelano, de maioria opositora, e que se posicionaram em desacordo com a conformação da Constituinte, celebrada pelo presidente Nicolás Maduro, para favorecer seus apoiadores e se manter no poder.

Neste sábado 23, a Venezuela declarou "persona non grata" o embaixador do Brasil, Ruy Carlos Pereira, o que equivale a uma expulsão do país por um período inicial de 24 a 72 horas. O Itamaraty, em nota, afirmou que Brasília aplicará as medidas de reciprocidade se a decisão for confirmada pelo governo venezuelano. "O governo brasileiro repudia o continuado assédio do regime de Nicolás Maduro à oposição venezuelana, com a arbitrária dissolução dos governos municipais de Caracas e Alto Apure e a imposição de exigências que comprometem a participação de importantes partidos de oposição no processo eleitoral".

Na opinião do Ministério de Relações Exteriores brasileiro, essas medidas "desmentem o anunciado interesse do governo venezuelano em buscar uma solução negociada e duradoura para a crise".

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Em relação a Craib Kowalik, o encarregado de negócios da embaixada do Canadá em Caracas, Rodríguez afirmou que este realizou "uma permanente e insistente, grosseira e vulgar intromissão nos assuntos internos da Venezuela". Desde então, acompanha a situação venezuelana, e todas as dimensões da sua crise. Mas acrescentou que alguns presos envolvidos no protesto poderão passar o Natal com suas famílias. Nos anos 2000, atuou nas embaixadas de Lima, Buenos Aires e Montevidéu.

O diretor executivo da organização não governamental (ONG) venezuelana Fórum Penal, Alfredo Romero, informou nessa segunda-feira (25) que já chega a 44 o número de presos políticos libertados no país por recomendação da governista Comissão da Verdade desde sábado.

A Comissão para a Verdade, Justiça, Paz e Tranquilidade Pública, estrutura da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela para investigar a violência, recomendou no sábado a substituição da pena de mais de 80 presos para punições como trabalho comunitário.

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