Presidente do Peru concede indulto a Fujimori

Presidente do Peru concede indulto a Fujimori

O indulto e a graça presidencial por razões humanitários vem em resposta a um pedido apresentado na segunda-feira, 11 de dezembro, pelo próprio Alberto Fujimori perante o Instituto Nacional Penitenciário.

Em Lima, houve confrontos entre a polícia e mais de duzentos jovens que tentaram protestar em passeata até o Palácio do Governo.

Em paralelo ao acelerado processo de impeachment do presidente, os fujimoristas vêm avançando, também, contra figuras de peso do Judiciário encarregadas de investigações sobre a ex-candidata presidencial Keiko Fujimori, filha do ex-presidente, e de pedidos de libertação antecipada de seu pai.

O governo peruano já vinha estudando o indulto ao autocrata havia meses, uma vez que a bancada fujimorista, maioritária no Congresso, vinha dificultando a gestão de PPK (como é chamado o presidente).

O Presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, anunciou que concedeu perdão humanitário ao antigo chefe de Estado, Alberto Fujimori, condenado a uma pena de 25 anos de prisão por abuso de direitos humanos e corrupção.

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Os manifestantes, entre os quais familiares das vítimas das mortes por que Fujimori foi condenado, concentraram-se na praça central de San Martín para denunciar o indulto como um ato de impunidade. "Fujimori sofre de uma doença progressiva, degenerativa e incurável e que as condições carcerárias significam um sério risco para sua vida, saúde e integridade", ressaltou a presidência peruana em seu comunicado.

O ex-presidente Fujimori (1990-2000) foi condenado em 2009 a 25 anos de prisão pela autoria indireta dos massacres de 25 pessoas em 1991 e 1992, realizados pelo grupo militar secreto Colina, e o sequestro de duas pessoas em 1992. O objetivo da negociação terá sido garantir que dez congressistas do partido Força Popular, liderado pela filha mais velha de Keiko Fujimori, se abstivessem de votar na passada quinta passada. As pessoas seguravam cartazes que classificam o indulto de "insulto" e o presidente Kuczynski de "traidor" e "cúmplice do criminoso". "Estamos eternamente agradecidos. Que Deus o ilumine", disse Kenji Fujimori no Twitter.

Alberto Fujimori, de 79 anos, já havia pedido o perdão em meados deste mês devido ao seu estado de saúde debilitado. O governo nega que tenha "trocado" o indulto pelos votos.

O médico de Fujimori, Alejandro Aquinaga, afirmou que o ex-mandatário ficou muito contente e está se recuperando.

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