Paula Brito e Costa suspensa da direção da Raríssimas por 30 dias

Paula Brito e Costa suspensa da direção da Raríssimas por 30 dias

Ao que a VISÃO apurou, a equipa de inspectores liderada por Pedro Sales e os dois procuradores do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa que tutelam a investigação tinham ponderado pedir a aplicação de uma medida de coação para Paula Brito e Costa que a afastasse das instalações da instituição criada para apoiar portadores de doenças raras, caso ela não viesse a ser suspensa pelos elementos da direcção, ou não aceitasse abandonar o cargo.

Outra fonte policial ligada à investigação deu conta da realização de buscas na sede da Raríssimas, em Lisboa, e num gabinete de contabilidade, referindo ainda que a casa de Paula Brito e Costa se localiza em Odivelas (distrito de Lisboa).

Direção da Raríssimas abre inquérito à ex-presidente Paula Brito e Costa.

Paula Brito e Costa esteve, esta quarta-feira, na Casa dos Marcos, na Moita, de onde saiu pouco depois das 17 horas, sem prestar quaisquer declarações aos jornalistas.

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Em causa podem estar, por exemplo, o pagamento de vestidos, de marisco, de viagens e de spas com, alegadamente, verbas da Raríssimas.

A casa da ex-presidente, o gabinete de Manuel Delgado, ex-secretário de Estado da Saúde, e a casa dos Marcos são os principais alvos de investigação.

A direção da Raríssimas suspendeu por 30 dias Paula Brito e Costa do cargo de diretora-geral, na sequência da abertura de um inquérito à sua atividade enquanto esteve no 'leme' da instituição.

Perante este cenário os restantes três membros da direção da associação reuniram entre si e com os trabalhadores e decidiram "instaurar um procedimento prévio de inquérito para investigar alegada violação dos deveres de sigilo, de obediência e de lealdade para com o empregador".

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