"O estado espanhol foi derrotado" — Puigdemont

Quando as duas equipes se encontraram pela última vez, em 16 de agosto (2-0 para o Real e conquista da Supercopa), Carles Puigdemont chefiava o governo catalão e o movimento de independência, enquanto o conservador Mariano Rajoy dirigia o governo central.

Como ocorreu em 2015, os independentistas se beneficiaram de um sistema eleitoral que recompensa o voto em zonas rurais e alcançam a maioria absoluta sem conseguir 50% dos votos dos mais de cinco milhões de catalães convocados às urnas em um dia em que a participação superou os 80%, um recorde.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, descartou nesta sexta-feira a possibilidade de convocar uma eleição nacional depois que separatistas catalães ganharam uma votação regional, frustrando sua tentativa de solucionar a maior crise política a abalar o país em décadas. "Analisamos todos os cenários", afirmou, por sua vez, a diretora de campanha do partido de Puigdemont, Elsa Artadi, consultada em Bruxelas pela emissora catalã Rac1.

A eleição foi convocada no final de outubro, depois que o governo espanhol dissolveu o Parlamento catalão por participar de um referendo de independência considerado ilegal. "Puigdemont, presidente!", gritavam seus partidários.

"É certo que o ERC queria ser primeiro nestas eleições".

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As opções políticas estão polarizadas entre separatistas e constitucionalistas, ou seja, contrários à independência.

Mais cedo, em Bruxelas, onde se refugiou após ser condenado pela Justiça espanhola por rebelião e sublevação, Puigdemont disse que deseja dialogar com o governo espanhol para chegar num acordo que permita a realização de um plebiscito vinculante sobre a independência, o qual Madri teria que aceitar o resultado caso o "sim" saia vitorioso. A Esquerda Republicana, cujo líder Oriol Junqueras está detido, conquistou 32 assentos, e a CUP (Candidatura de Unidade Popular, extrema esquerda), 4. Junqueras, que está preso em Madri, aparece como favorito, ao lado de Puigdemont e de Ines Arrimadas, do partido Cidadãos, contrário à separação. "Estamos convencidos de que há outros partidos que ultrapassaram muitíssimo esse montante", disse ainda, frisando que "isso vai acabar por se saber". Desde então, muitos membros de seu gabinete foram presos enquanto aguardam uma investigação sobre a tentativa de independência, inclusive novas eleições foram marcadas. A dúvida é se o PSC vai continuar alinhado com os partidos da direita, PP e Cidadãos, ou se vai ter o jogo de cintura suficiente para sair do bloco que promoveu o artigo 155 e buscar acordos com a esquerda. No entanto, o bloco independentista saiu maioritário e deverá formar governo. As pesquisas apontam Catalunha em Comum como um dos partidos que vai disputar a governabilidade da Catalunha com o Partido Socialista buscando alianças.

"Em relação às eleições regionais, não temos comentários a fazer".

"Todos estão ansiosos pela eleição e para ver no que ela vai dar, porque nada está claro no momento", disse Maria Gonzalez, professora de flamenco de 34 anos que mora em Cerdanyola del Valles, um subúrbio industrial de Barcelona.

O líder do Partido Popular (PP), que obteve o seu pior resultado de sempre no escrutínio de quinta-feira na Catalunha, defendeu a aplicação "inteligente" e "razoável" do artigo 155 da Constituição, pelo qual foram convocadas estas eleições, e assinalou que não o ativou "para ter mais ou menos um voto". "Há uma tensão oculta".

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