Aprovada reforma tributária de Trump

Aprovada reforma tributária de Trump

Ao selar a primeira grande vitória legislativa de Trump, republicanos superaram a oposição de democratas para aprovar uma lei que corta impostos para corporações e ricos, ao mesmo tempo em que deram um alívio fiscal misto e temporário à classe média. Antes de ser sancionada pelo presidente, no entanto, é necessária uma última votação técnica na Câmara de Representantes.

No senado, os republicanos aprovaram a reforma por 51 votos, com 48 votos contra dos democratas.

O plano dos republicanos era que o Congresso aprovasse o projeto de lei na terça-feira, mas o voto emitido pela Câmara dos Representantes foi invalidado por aspectos técnicos.

O documento visa reduzir os impostos cobrados de empresas de 35% para 21%.

"Creio que os norte-americanos, quer tenham um aumento ou corte fiscal com esta medida, se sentem ofendidos pelo presidente Trump, pelo seu gabinete e pelos membros do Congresso se beneficiarem desta reforma fiscal”, avalia Seth Hanlon, um analista sénior da organização Center For American Progress, citado pelo jornal britânico". Apenas 12 dos 239 republicanos da Câmara dos Representantes se abstiveram, e nenhum senador republicano votou contra.

Num ano que tem sido muito difícil para a Casa Branca, com a investigação sobre as suspeitas de conluio com a Rússia durante a campanha eleitoral e com o falhanço do fim do Obamacare num Congresso com maioria do Partido Republicano, o Partido Democrata espera recuperar a maioria em pelo menos uma das câmaras.

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"A reforma fiscal nos levará a 3%" de crescimento, anunciou Paul Ryan, um dos grandes defensores da iniciativa. No começo, havia a intenção de simplificar o código tributário para facilitar as declarações de impostos. Mas a promessa não foi mantida porque os lobbies conseguiram manter alguns impostos que seriam cortados, como a dedução de juros de empréstimos imobiliários.

Embora a redução de tributos seja permanente para as empresas, ela só durará até 2025 para as famílias, devido à ausência de um acordo de longo prazo.

Após Trump pedir repetidamente a Republicanos que levassem a lei para ele assinar antes do fim do ano, o assessor econômico da Casa Branca, Gary Cohn, disse que o momento de assinar a lei vai depender da possibilidade de suprimir cortes automáticos de gastos desencadeados pela nova legislação. De acordo com uma pesquisa publicada pela CNN, 55% se opõem à reforma e dois terços acreditam que ela beneficiará mais os ricos do que a classe média.

O texto também inclui outra reivindicação dos republicanos: a abertura de terras protegidas do Alasca para extração petrolífera.

"Lembremo-nos deste dia!", apelou a chefe da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

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