Ceará tem a quinta maior taxa de analfabetismo do país, segundo IBGE

Ceará tem a quinta maior taxa de analfabetismo do país, segundo IBGE

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 2016 divulgada hoje (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que 24,8 milhões das pessoas de 14 a 29 anos de idade não frequentavam escola, cursos pré-vestibular, técnico de nível médio ou de qualificação profissional no ano passado. Para as pessoas pretas ou pardas a taxa foi mais do que o dobro da observada entre as pessoas brancas.

Entre pessoas idosas, com 60 anos ou mais, o número sobe para 38,1%. A região norte teve taxa de 8,5% e a centro-oeste de 5,7%. Das pessoas brancas de 15 anos ou mais, 4,2% são analfabetas.

No Brasil, 51% da população de 25 anos ou mais tinham até o ensino fundamental completo ou equivalente em 2016; 26,3%, o ensino médio completo, e 15,3%, o superior completo.

"Por uma questão de época histórica e acesso à educação, as gerações anteriores apresentam taxa de analfabetismo maior que as novas gerações", explica. Para ela, as políticas públicas para diminuir o atraso escolar devem começar ainda no ensino fundamental.

O analfabetismo é mais agudo entre pretos e pardos, onde a incidência de analfabetos é mais que o dobro do que entre brancos.

Das metas traçadas pelo PNE, a universalização do atendimento escolar para a população de 15 a 17 anos até 2016 foi descumprida pela União, Estados e municípios. Para as mulheres, essa taxa chegou a 27,8%, enquanto para os homens foi 20%. "Existe uma quantidade de pessoas que deveria estar na escola nessa faixa etária e que não está", disse Marina Aguas.

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O oposto acontece no nível superior completo: 22,2% das pessoas brancas são formadas na faculdade, enquanto apenas 8,8% da população preta ou parda possui formação universitária.

Uma análise mais específica mostra que o cenário é ainda mais complicado para as faixas etárias mais altas quando observados os percentuais de pessoas que estão na etapa correta de ensino para sua idade, a chamada "taxa de frequência escolar líquida".

Os motivos relacionados ao mercado de trabalho para não ir à escola foram mais frequentes entre os homens (50,5%). Entre as crianças de zero a três anos a taxa de escolarização foi 30,4%, o equivalente a 3,1 milhões de estudantes.

Em 2016, a taxa de escolarização das crianças de 0 a 3 anos (creche) alcançou 30,4% (3,1 milhões) das quais 69,1% delas estavam na rede pública e 30,9%, na rede privada. Neste caso, foi considerado universalizado pelo governo.

Entre os jovens de 18 a 24 anos, 32,8% estavam na escola, independentemente do curso que frequentavam, correspondente a 7,3 milhões de estudantes. Entre as pessoas de 25 anos ou mais, a taxa de escolarização foi de 4,2%, que soma 5,5 milhões de estudantes.

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