China e Rússia condenam Trump e a sua "mentalidade de Guerra Fria"

China e Rússia condenam Trump e a sua

No documento de 68 páginas, o governo Trump identifica quatro pilares estratégicos de segurança: proteger a pátria, promover a prosperidade dos EUA, preservar a paz com a força e impulsionar a influência norte-americana.

Os Estados Unidos não têm escolha senão cuidar da questão da Coreia do Norte, que deveria ter sido resolvida pelas administrações anteriores, disse o presidente Donald Trump em discurso na segunda-feira (18).

Este novo posicionamento é mais assinalável no caso da China, já que as relações entre os Estados Unidos e a Rússia agravaram-se muito logo após o início da revolução na Ucrânia, no início de 2014 - seguida da guerra no Leste da Ucrânia e da anexação da península da Crimeia pela Rússia.

"Com a estratégia que anunciei hoje, estamos a declarar que a América vai a jogo e que a América está determinada a vencer", escreveu Donald Trump no Twitter, pouco depois da conferência de imprensa para a apresentação do documento.

A nova estratégia de segurança nacional dos Estados Unidos admite que a Rússia tentou influenciar as eleições de 2016.

"O carácter imperialista deste documento é óbvio, tal como é óbvia a recusa da renúncia a um mundo unipolar", disse esta terça-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, numa conferência de imprensa em Moscovo.

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Em um discurso abrangente, Trump afirmou que sua estrategia de segurança pela primeira vez aborda a segurança econômica e inclui uma reconstrução completa da infraestrutura dos EUA, além de um muro ao longo da fronteira sul dos EUA.

Do lado da China a resposta foi igualmente crítica, com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, incitando os Estados Unidos a abandonarem a "mentalidade da Guerra Fria".

O responsável sublinhou ainda que a Rússia "não poderá aceitar ser tratada como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos" e que prefere uma abordagem de cooperação entre os dois países.

Sobre isso, a influência de Pequim e Moscou na América Latina, os EUA defenderam que "a China busca atrair a região (latino-americana) para sua órbita por meio de investimentos e empréstimos".

"A competição entre grandes potências retornou", diz o texto, que tenta dar coerência a um tipo de política externa frequentemente definida pelos tuítes de Trump e pelas impressões do presidente sobre qual líder mundial é forte ou fraco, preparado ou não para estabelecer acordos.

Hua insistiu no ponto de vista de Pequim de que a "cooperação de mútuo benefício é a única cooperação viável" para os dois países tendo pedido a "adoção de uma via construtiva" capaz de resolver as "diferenças". Sublinhou ainda que a China mantém um caminho de "desenvolvimento pacífico” através da cooperação cada vez maior com os outros países, apoiando, cada vez mais, as Nações Unidas".

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